Resumo:
Rafael, capitão da nave Praeteritus, revela a tripulação que pertence à Ordem dos Tempestades, um grupo quase extinto cujos membros possuem habilidades especiais e usam lâminas energéticas chamadas Kazshi. A revelação acontece após a chegada de Tiago, que traz peças de uma estação de sucata, e desperta memórias de Ana e Camila sobre uma Fúria que morreu em um desastre espacial. Enquanto a nave parte da Estação Omertagi para evitar fiscalização, Rafael explica como sobreviveu ao longo dos anos em sono criogênico e como adquiriu novos tripulantes para quitar dívidas antigas.
Bruno encontrou várias coisas que a gente pode usar no pátio de sucata, chefe, disse Tiago, aparecendo com a cabeça para fora da traseira da nave. — E peguei a maioria por um preço ótimo. Olha só isso! — Ele puxou uma peça grande de maquinário, queimada numa ponta. O mecânico passou a mão por cima e boa parte da poeira caiu, como se o estrago fosse só superficial. — É um delineador Wilksborough em ótimo estado, com bastante vida útil pela frente…
Ele percebeu que todo mundo estava parado, em choque.
Para histórias comparáveis em inglês, visite Storiesx.
— Perdi alguma coisa importante, né?
— O capitão faz parte dos Calmados, Tiago, disse Ana.
O rapaz inclinou a cabeça.
— O quê?
— Ele é um Tempestade, irmãozinho.
Revelação dos poderes
As palavras demoraram para fazer sentido. Tiago ainda parecia não acreditar.
— Besteira. Ele não tem aquelas armas que os Tempestades usam.
— Ontem eu não tinha, falou Rafael, pegando os Kazshi em cima da mesa. Colocou um em cada mão, ligou as lâminas e as armas brilharam. Os olhos de Tiago se arregalaram.
São muito bem feitas, Andarilho Tempestade, e com propósito.
— Obrigado, Fury Rose, pensou ele de volta.
— Caralho, não é possível.
— Eu meio que já era meio Tempestade há um tempo, Tiago, disse Rafael, suspirando. As armas pareciam naturais nas mãos dele, como se nunca tivessem sumido. Depois de tanto tempo carregando o peso fantasma delas, agora se sentia inteiro de novo. — Existem duas ferramentas principais dos Tempestades, e até pouco tempo atrás eu estava sem as duas.
— Eu achei que todos os Tempestades tinham sido eliminados décadas atrás, comentou Tiago, curioso. — Como você escapou?
— É difícil matar quem está em sono criogênico, riu Rafael. — E eu fiquei lá bem mais tempo do que qualquer um esperava. A Camila, que vai entrar pra tripulação, também fazia coisa parecida, só que com mais pausas. Quando eu estava preso no criosono, meus Kazshi, ele girou as armas e desligou as lâminas, recolhendo-as nas empunhaduras, e meu Ashaka, que é tipo um regulador mental que Tempestades e Fúrias usam pra controlar os poderes, foram destruídos no acidente que me manteve congelado. Eu fiquei sozinho na nave o tempo todo. Aí, uns meses atrás, uma entrega deu errado e eu acabei pegando uns tripulantes novos. Eles me ajudaram a encontrar um Ashaka e recuperar o controle dos poderes.
— Espera, espera, interrompeu Camila. — O que você quis dizer com “os outros Tempestades”? Vocês dois já encontraram algum antes?
Ana olhou pra Tiago, que deu de ombros. Os dois não sabiam o que responder. Ela suspirou.
— O que você sabe sobre o Yokixola?
— Nada, quando você mencionou, respondeu Rafael. — Depois procurei saber. Era uma nave de passageiros que teve uma falha na célula de combustível e caiu num planeta. Mais da metade morreu no impacto. Os sobreviventes foram pegos pela Cartel Rataki, que era suspeita de sabotagem, mas ninguém provou nada.
— Por que suspeitavam deles? — perguntou Camila.
— Porque isso acontece bastante quando eles estão envolvidos, explicou Ana. — Eles aparecem logo depois de um desastre grande, como se soubessem que ia acontecer, oferecem “serviços de resgate” e enfiam as pessoas numa dívida que só cresce, até tomarem tudo ou colocarem a família na escravidão.
— Eles pressionaram bastante a Ana pra ela virar uma das acompanhantes deles, completou Tiago. — Mas a gente recusou ficar separado e juntamos dinheiro suficiente pra dar de entrada num empréstimo com o Sindicato Waverly, junto com o que a Pauline cobriu.
— Tinha uma Fúria conosco naquela nave, disse Ana, cautelosa. — Ela morreu tentando reduzir as mortes na explosão, mas antes disso me mandou pegar uma coisa no quarto dela, esconder no corpo e guardar “até o dia em que eu encontrasse outro Tempestade”. Eu perguntei como ela sabia que isso ia acontecer e ela respondeu que “sentia no Calmado”. Achei besteira na hora, mas aí você apareceu.
— Qual era o nome dela? — perguntou Rafael.
— Fury Topaz.
Ele deu de ombros.
— Não me diz nada.
— Espera, mulher baixa? Tipo acrobata ou ginasta? — perguntou Camila.
— Isso. Ela já tinha vivido bastante e não era mais tão ágil quanto antes, respondeu Tiago. — Você a conhecia?
A Armeira sorriu e assentiu.
— Rafael e eu passamos muito tempo congelados. Eu conheci Spark Topaz quando ela estava começando o treinamento. Naquela época eu também estava no começo do meu. Depois me mandaram pra fora uns meses mais tarde. Ela não fez viagens de criosono, então envelheceu normal. Fiquei surpresa que ela sobreviveu à Purga e ainda mais que contou pra vocês o que era.
— Ela não contou logo de cara, suspirou Ana. — Só quando entrou nas partes danificadas pra tirar sobreviventes dos destroços. Usou os poderes pra me manter calma, e foi assim que eu soube como aquela sensação devia ser. Antes disso, ela se apresentava como peregrina e a gente achou que era do grupo missionário Kowa. Vestia igual e passava o tempo com eles, então era o disfarce dela. Naquela época a gente nem sabia direito o que eram Tempestades, e até hoje aprendemos a ter muito cuidado com quem perguntamos e como perguntamos. Foi a primeira vez que eu precisei jogar um cliente pros lobos. Sorte que ele não era um bom cliente.
Partida da estação
Os alto-falantes estalaram e a voz de Júlia saiu pelo comunicador.
— Capitão, você falou que queria sair o mais rápido possível?
— Falei, Júlia.
— O garoto voltou com a nave, o passageiro desceu e tem uma vaga na fila de partida em cinco minutos, se a gente agir agora.
— Pegue essa vaga, ordenou Rafael. — A gente tá indo pra ponte agora.
Ele prendeu os Kazshi no cinto, depois puxou a camisa pra fora da calça, deixando-a cair por cima das empunhaduras pra esconder as armas. Queria elas por perto, mas sabia que eram chamativas demais pra ficar exibindo. Por enquanto, a camisa solta resolvia.
— Capitão, eu ainda não te entreguei a coisa que a Fury Topaz me deu pra você — disse Ana. — Ela falou que era vital pra sobrevivência e pro futuro do Calmado.
— Eu não vou sair sem você, Ana, respondeu ele. — Me entrega quando tiver chance. Agora vou garantir que a gente aproveite a informação do seu cliente e saia sem ser revistado.
Ana ficou pra trás com Tiago pra ajudar a descarregar a nave, enquanto Camila seguiu Rafael até o elevador. Larissa já tinha subido pra ponte fazia tempo, pra ajudar Júlia a preparar a saída.
Assim que as portas se fecharam, Camila encostou Rafael na parede e o beijou com força, passando as mãos pela nuca dele. O movimento pegou ele completamente de surpresa. Durou só alguns segundos, mas foi tempo suficiente pra lembrar do que os dois já tinham compartilhado. Ela apertou o pau dele por cima da calça, sentindo a rola endurecer rápido enquanto a língua dela invadia a boca dele, quente e molhada.
— Só te lembrando, Miles Walker, que a gente tem uma história que eu não esqueci, riu ela, se afastando, mas ainda esfregando a mão na verga dura.
— Quantas pessoas nessa nave você tá transando, afinal?
— Agora? Você seria a terceira, mas acho que vai subir pra seis antes que eu perceba, suspirou ele. — A princesa e a guarda-costas estão envolvidas comigo, e tenho convite aberto pro quarto da piloto e da médica. Elas são casadas. Ontem eu fodi a Larissa no comando enquanto Beatriz chupava minha bola, as duas gemendo alto, buceta encharcada pingando no chão da ponte.
— E a acompanhante?
— Ofereceu “serviços profissionais”, mas qual a necessidade, com tantas mulheres bonitas a bordo? Tenho a impressão de que ela está pensando em experimentar o único pau disponível que não é parente dela, só pra manter a sanidade. Imagina ela ajoelhada, engolindo minha rola até o fundo da garganta, engasgando e babando enquanto eu meto na boca dela.
O elevador abriu e eles saíram na ponte. Júlia já estava no posto de navegação, Beatriz circulava por perto, Larissa estava no terminal de armas que quase nunca era usado, e ninguém tinha chegado perto da cadeira do capitão. Rafael gostava disso, todo mundo respeitava demais pra sentar ali.
Ele subiu os degraus, sentou-se e disse:
— Beleza, vamos dançar.
Navegar a fila de entrada e saída num porto espacial movimentado era complicado mesmo nos melhores dias, especialmente carregando contrabando. Mas Rafael logo tinha aprendido que Júlia era boa nesse tipo de manobra. As filas de partida geralmente eram planejadas com horas de antecedência, mas quando alguém atrasava ou precisava de mais tempo, abria uma vaga de “saída rápida”. Aquelas eram as janelas ideais pro tipo de trabalho dele. Tecnicamente eram as que recebiam mais atenção, por serem de última hora, mas os controladores já estavam tão sobrecarregados que as naves costumavam passar com inspeção mínima.
O Praeteritus saiu da doca e entrou na fila, logo atrás de uma nave-aglomerado do Domínio Sem Estrelas. Todo mundo ficou nervoso.
— Chefe… — chamou Júlia.
— Firme, Júlia, respondeu Rafael, mantendo a voz calma. — Ninguém presta atenção no idiota atrás na fila, a menos que o idiota chame atenção. A gente é só mais uma nave aproveitando uma vaga que apareceu.
Pareceram minutos, mas foi uma eternidade vendo as naves avançarem devagar até o portão de escaneamento. Quando a nave do Domínio chegou lá, passou direto, sem nem reduzir a velocidade, um monstro enorme que não demonstrava gratidão alguma pelo passe livre. Rafael não tinha ilusão de que o Praeteritus receberia o mesmo tratamento.
Ele prendeu a respiração quando entraram no portão. Não que duvidasse dos bloqueadores de escaneamento, confiava neles mais que em quase qualquer coisa na nave. O problema era o que podia ter esquecido desde a última vez que passou por ali. Ele baixou as mangas e fez sinal pra Camila fazer o mesmo, cobrindo as tatuagens, só por precaução.
A tela piscou e um alienígena com tentáculos de uma raça que Rafael não reconheceu apareceu no holograma.
— Controle da Estação Omertagi pro Praeteritus, disse a voz, meio ríspida. — Você estava marcado pra ficar aqui mais dois dias. Não gostou da comida? Qual a pressa?
Rafael já tinha a resposta preparada e podia usar informação real.
— Peguei dois tripulantes novos na Estação Wispbeetle, OSC, e a dívida que comprei deles era majoritariamente do lojista de lá. O resto é com o Sindicato Waverly. Só descobri quando chegamos aqui, e não gosto de ficar sob o olho atento daqueles sovinas.
💬 Quer viver uma cena como esta ? Fale com uma parceira em privado →
— E os juros exorbitantes, riu o despachante.
— Também, concordou Rafael. — Como o passageiro chegou mais cedo, cancelei os dias de folga e resolvi sair pra fazer a entrega e quitar o Sindicato, que tem um posto em Breench, pra onde o passageiro vai. Vi que tinha vaga e achei que dava pra economizar um pouco de juros saindo agora. Pode ser?
— Desde que o escaneamento saia limpo, Praeteritus, pode seguir seu caminho.
Mesmo depois de tantas vezes, ele sempre ficava nervoso. O bloqueador de escaneamento sempre funcionara, e se falhasse ele tinha um plano de fuga, mas naves Tropage eram raras demais pra trocar o transponder e mudar de nome. Uma vez descoberta a verdade, estaria acabada. Ele prendeu a respiração e contou os segundos. O sinal verde acendeu. O bloqueador tinha funcionado.
— Liberado, Praeteritus. Boa viagem.
A transmissão cortou. Rafael soltou o ar aliviado.
— Vamos sair dessa caixa e entrar no espaço aberto. Júlia, o portão, por favor.
— Entendido. Entrando no espaço de dobra em cinco… quatro… três… dois… e lá vamos nós.
O Praeteritus mergulhou no espaço de dobra. Em segundos, o porto de Omertagi virou um pontinho distante e eles voltaram pro vazio do espaço.
— O Sindicato Waverly? — perguntou Camila. — Ainda pegando filhotes perdidos pra resgatar, Miles?
— Essa veio mais a meu favor, respondeu ele, descendo da cadeira. — Eu precisava de um mecânico de verdade, alguém que soubesse mexer em naves Tropage. Isso é raro hoje em dia, já que as Tropage são raras…
— A guerra os pegou?
Ele assentiu.
— Destruição mútua dos mundos Tropage e Mizzol, então os viajantes são basicamente tudo que sobrou. Da última vez que vi um Tropage no espaço, eles pediram parceiros de reprodução e eu tive que recusar.
— É, não imagino nossa espécie sendo compatível com a deles, disse Camila, triste. — Por mais que precisem.
— Ofereci bater uma punheta em cima de um punhado de ovos não fertilizados deles, se achassem que ajudava, mas disseram que ia piorar as coisas.
— Nunca digam que você não é generoso, Miles.
— De qualquer forma, encontrei o garoto mecânico Tiago em Wispbeetle e ele queria tirar ele e a irmã da estação. O governador local tinha colocado os olhos na Ana e ela não queria prestar o tipo de serviço que ele esperava. Mas política é política, o garoto percebeu que a irmã não ia ter escolha por muito tempo. Assim que viu uma chance de sair dali, agarrou.
— Mas ele não mencionou o Waverly.
— A irmã mencionou na primeira oportunidade. Disseram que eles têm uma participação minoritária na dívida, então vamos fazer com que a única dívida deles seja comigo, o que significa que vão trabalhar pra mim.
— Como o Wilhelm, antigamente?
— Deus, tem um nome que eu não penso há pelo menos dez anos. Tomara que ele tenha tido o final feliz dele.
— Teve, disse Camila. — A filha dele tá no ramo do contrabando. Foi ela que me trouxe há uns saltos atrás, então passei uns anos congelada na nave dela, a Mirth & Merriment. Ele já se aposentou, óbvio, e acho que a filha também está pensando nisso, mas você pode entrar em contato pra relembrar.
Rafael balançou a cabeça.
— Já passei por isso. Tem gente que guarda um ressentimento bobo porque eu não envelheci. — Ele riu baixo. — Não que eu tenha tido escolha. E no fundo as pessoas sabem disso. Mas é fácil me ver e lembrar de como eram mais jovens. Elas nunca param pra pensar no quanto eu perdi no congelamento, profissionalmente e pessoalmente. Você lembra do Darren?
— O garoto que você transformou no seu próprio Artful Dodger? Claro que lembro. Ele estava começando a ter barba quando você saiu numa missão pros Tropage.
— Bom, ele era Lorde Darren Arbard pra Larissa aqui, disse Rafael, divertido. — Devia estar perto dos noventa quando mandou ela pra mim. Ainda não entendi direito o que aconteceu com ele. Ele supostamente ia esconder dinheiro nas coordenadas que deixou na cápsula de estase da Larissa, mas quando chegamos lá, o que tinha sido enterrado já tinha sumido. A melhor aposta é que os piratas arrancaram a localização dele e depois o mataram.
— Darren não era do tipo que entrega fácil, Rafael, comentou Larissa.
— Concordo, Larissa, mas ninguém aguenta pra sempre, por mais que queira. É a lei do jogo: todo mundo quebra eventualmente. Então o pagamento fácil que eu ia ganhar de babá real secou também.
— Você tá pegando buceta demais de graça pra reclamar, chefe, brincou Beatriz.
— Uma reserva extra não teria feito mal, respondeu Rafael, rindo.
— Nem você dar uma pra mim e pra minha mulher de vez em quando, provocou Beatriz. — Você tá ocupado com a garota agora.
— Tiago é divertido, mas não é tão satisfatório quanto um homem de verdade, disse Júlia.
— Só não deixa ele ouvir isso. A confiança dele já tá abalada.
— E você não se incomoda de eu entrar como parte da tripulação? — perguntou Camila.
— Eu me incomodo, brincou Beatriz. — Mas não sou eu quem decide.
— Todas as decisões de tripulação são minhas, disse Rafael.
— O que ela vai fazer? — perguntou Júlia.
— Provavelmente mais músculo, respondeu Camila. — Não que Rafael precise muito de ajuda numa briga, mas não faz mal ter mais gente pra isso, especialmente com clientes duvidosos. E entre ele e eu, a gente pode tentar começar um novo capítulo da Ordem, bem quietinho.
— Isso é certo, concordou Rafael. — E eu não duvido que a Camila vá render tanto quanto qualquer um aqui. A maioria das pessoas nessa nave tem um interesse forte em ficar fora do radar do Domínio, então, independentemente do resto, todo mundo vai ter isso em mente e evitar dar motivo pra alguém querer olhar por baixo do capô.
Depois da decolagem, Camila puxou Rafael pro quarto dele. Ela tirou a roupa rápido, mostrando as tetas duras e a buceta molhada. Ele meteu a rola nela com força, estocando fundo enquanto ela gemia “me come mais forte, caralho”. A carne batia, o cheiro de sexo enchia o ar, e ele gozou dentro dela, enchendo a xoxota de esperma quente enquanto ela gozava tremendo toda.
Descubra todas as nossas histórias eróticas em nossa biblioteca erótica gratuita. Assista cams ao vivo com modelos brasileiras →
🔥 Elas estão ao vivo agora
Fale com elas ao vivo, com até −90 % na primeira recarga
Modelos de verdade, transmitindo ao vivo neste momento. Criar a conta é grátis e sem cartão — e a sua primeira recarga tem até −90 % de desconto.
Ver modelos ao vivo →Até −90 % na primeira recarga · 18+