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Minha amiga transou com um pirata na festa de lua cheia

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Resumo:

Camila, de quarenta anos, conta a uma amiga como conheceu Rafael durante uma viagem ao litoral. Uma tempestade os levou a se abrigar juntos e, ao reparar no brinco dourado do homem, ela aceitou o convite para uma festa de fantasia de lua cheia. Mais tarde, os dois se reencontraram na praça e seguiram para o apartamento dele, onde trocaram carícias e passaram a noite juntos, entre fantasias e espelhos. Ao amanhecer, Camila voltou ao hotel com a lembrança da noite inusitada.

Jéssica e Camila estavam relaxadas no apartamento dela, com as janelas escancaradas. Jéssica tinha 39 anos e Camila, 40. Eram amigas desde a faculdade. Usavam short e camiseta, porque era uma noite quente de primavera em São Paulo. Jéssica batia o pé, impaciente, esperando ouvir o relato da viagem de Camila.

Vai, Camila. Me conta tudo desse caso de férias.

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Camila sorriu.

Quer dizer o caso com o cara do brinco dourado?

Jéssica riu.

Caralho, Camila. Não sabia que você curtia esse estilo poético.

Camila pegou o copo de vinho, deu um sorriso de canto e tomou um gole. Ajeitou o cabelo loiro escuro. O brilho safado nos olhos castanhos-avermelhados mostrava que estava pronta para contar.

Tempestade no litoral

Eu sabia por que tinha feito aquela viagem de cinco dias. Estava exausta do trabalho e precisava relaxar. Escolhi uma cidade exótica pra poder respirar. O lugar era exatamente o que eu esperava: história, comida boa e caras de pele morena. O tempo estava ensolarado, com uma brisa leve. Tudo mudou no terceiro dia. A brisa virou vento forte enquanto eu caminhava na beira do mar. Olhei pra trás e vi nuvens pretas se aproximando. Sem guarda-chuva nem casaco, corri pra me proteger debaixo de uma árvore quando a chuva começou a cair forte. Já tinha gente ali, se abrigando também. Quando a chuva e o vento diminuíram um pouco, ouvi alguém falando comigo. Virei a cabeça pra direita. Um cara estava ao meu lado. Antes mesmo de ver o rosto, notei o brinco dourado balançando no vento. Depois olhei pra ele. Tinha olhos escuros e lábios carnudos, curvados num sorriso safado. Inclinei a cabeça e pedi que repetisse, porque o vento tinha abafado a voz. Ele sorriu, as covinhas aparecendo. Se aproximou e disse: “Sem problema. O silêncio está chegando.” Abri os olhos, surpresa. “Como assim, o silêncio está chegando?” Ele revirou os olhos, com um sorriso brincalhão. “Você conhece a metáfora, né? Silêncio depois da tempestade.”

Jéssica interrompeu: “E esse cara bobo te deixou excitada? Achei que você fosse sapiossexual.”

Camila riu. “Eu sempre achei que fosse. Mas o rosto dele e aquele brinco dourado… foi um colapso total.” Ela tomou mais um gole e continuou. A tempestade passou. A chuva e o vento pararam. Por um segundo não entendi o que ele quis dizer, depois caiu a ficha. Olhei ele de cima a baixo enquanto um sorriso nervoso aparecia no rosto dele. Caralho, ele era gostoso pra caralho. Aí eu deixei rolar. Assenti e mudei de assunto, dizendo que tinha gostado do brinco. Ele sorriu. “Obrigado. Eu adoro tudo que tem a ver com piratas. Eu sou o Rafael.”

Quando apertamos as mãos, uma onda de energia sexual passou entre a gente, como se fosse explodir. Conversamos um pouco. Descobri que ele era local, tinha uns trinta e poucos anos. Percebi que estava com pressa, porque olhava o celular e trocava o peso de um pé pro outro. Explicou que ia encontrar um amigo pra se arrumar pra uma festa de fantasia de lua cheia na praça perto do mar, naquela noite. Trocamos números porque eu queria ir também. Perguntei se ele conhecia alguma loja de fantasias. Depois perguntei o que ele ia vestir. Ele piscou. “Vai ser uma surpresa e tanto.” Mostrou umas lojas no celular e combinamos de nos encontrar às 21h30 em frente às colunas monumentais. Ele foi embora, depois se virou e acenou rápido. Sorri pro charme bobo dele e fui pra uma das lojas que ele tinha indicado.

Jéssica perguntou, curiosa: “E qual fantasia você pegou?” “Você vai gostar”, disse Camila, rolando o celular. Mostrou a foto dela de diabinha, com meia-arrastão aparecendo por baixo da capa vermelha. Jéssica sorriu. “Tá gostosa pra caralho.” Camila piscou e continuou. Cheguei na praça por volta das 21h15, já alegre dos drinques do hotel. Tinha gente pra todo lado, um DJ tocando no meio. Uns dançavam, outros olhavam o mar sob a lua cheia. O que mais me impressionou foram as duas colunas enormes na beira do porto, lado a lado, como um portal. Enquanto eu curtia a vista, vi luzes entre elas que pareciam um barco. Era um barco vindo rápido demais. As pessoas ficaram assustadas até ele desacelerar e parar bem antes da doca. Sob as luzes da praça, vi um grupo de gente fantasiada descendo do barco, rindo. Aí avistei um cara de pirata acenando pra mim no meio da multidão. Era o Rafael.

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Jéssica sorriu. “Essa foi a surpresa.” Camila riu. “Ele ainda tinha um chapéu de pirata com penas.” Jéssica se endireitou no sofá. “E você transou com ele?” Camila riu. “Sim, e foi incrível.”

Encontro na festa

Rafael veio até mim segurando uma garrafa e dois copos plásticos. Parou na minha frente e sorriu. “Oi.” Eu sorri de volta. “Oi. Isso foi algo.” Ele riu. “Foi ideia minha. Quase capotamos, mas deu certo.” Eu sentia o calor entre a gente. Ele me olhou como se quisesse aprovação. Peguei um copo da mão dele. “Foi único. Vamos brindar.” Ele sorriu, as covinhas aparecendo. Meu olhar caiu no brinco balançando. Jéssica interrompeu, irônica: “Não esquece do chapéu.” Camila riu. “Queria não ter te contado do chapéu. Deixa eu terminar.” Jéssica sorriu e fez sinal pra ela continuar. Rafael serviu uísque nos copos e brindamos. Depois ele olhou a lua. “Ela tá linda, né? Sabe o que eu percebi?” Eu segui o olhar dele. “O quê?” “A cor da aura da lua é branca. Pelo que eu vi, brilho branco significa noite divertida. Se for amarelo, as coisas complicam.” “E hoje?” Ele sorriu. “Parece que vai ser uma noite divertida.” Eu respondi: “Vamos ver.” Brindamos de novo, tomamos um gole grande e deixamos os copos e a garrafa no chão. Me inclinei e beijei ele. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, cheirou meu perfume e beijou a pele, descendo a boca pelo meu pescoço. “Você cheira muito bem.” A lua ficou chateada, porque a atenção da gente já não estava mais nela. Jéssica interrompeu: “Finalmente você achou outra pessoa tão obcecada pela lua quanto você.” Camila sorriu de canto e continuou. Eu murmurei: “E você é gostoso pra caralho.”

Ele disse que o apartamento ficava a cinco minutos de caminhada e me convidou. A gente ia andando, meio tontos, sorrindo. O apartamento era no centro, pequeno mas aconchegante. A sala estava cheia de coisas de pirata e a cozinha abria direto pra ela. Enquanto eu andava, pegando os brinquedos, falei: “Uau, você curte mesmo pirata.” Ele tirou o chapéu e veio pra perto. Ficamos próximos. Eu sentia a respiração dele nos meus lábios. Aí ele colocou minha mão na ereção dele. Estava tão duro que dava pra sentir mesmo por cima da fantasia. “Não sou só fã de coisa de pirata”, disse. Foi pro quarto trocar de roupa. “Quer uísque?”, gritou, depois reclamou que tinha deixado a garrafa no cais. Eu sentei. “Uma cerveja seria ótima.” Ele voltou de calça jeans e camiseta branca, trouxe as cervejas e colocou na mesa de centro. A corrente no pescoço e os braços musculosos me pegaram de surpresa. Sentou perto. Quando nossos braços se tocaram, senti uma contração. Começamos a nos beijar. Ele tirou minha roupa, depois enfiou um dedo em mim enquanto um gemido baixo saía. “Vamos pro quarto”, disse. A gente levantou. Ele tirou a própria roupa. Eu fiquei olhando o pau dele por um segundo. Ele passou as mãos pelas minhas costas e me virou devagar. Deixei ele me guiar. Entrou atrás de mim, o pau encostando nas minhas costas. Paramos perto da cama, onde tinha um espelho alto na parede em frente. Eu me via enquanto esfregava o pau dele. Ele apertou meus seios, gemendo, depois me deitou na cama. Colocou as mãos no colchão e ficou por cima. Vi o brinco brilhar ao lado do rosto dele antes de sumir entre minhas pernas. A língua dele batia rápido no meu clitóris. Eu juro que vi estrelas. Quando ele levantou o olhar, tinha um sorriso orgulhoso. Eu falei: “Vamos fazer 69.” Gostei de chupar ele, mas sentar na cara dele foi melhor. Perguntei se estava bom lá embaixo. Ele murmurou: “Paraíso.” Com um gemido, puxou meu quadril, a boca ainda na minha boceta. Gozei de novo, tremendo, e caí ao lado dele. Ele lambeu os lábios. “Quero te foder.” Encostou na cabeceira, pegou uma camisinha da mesinha de cabeceira e colocou. Eu subi de joelhos, parei um segundo pra olhar. Os lábios dele se abriram, esperando. Desci, sentindo ele me preencher. Ele segurou minha cintura e me levantou e baixou, o pau entrando e saindo. Paramos um instante. Mudei o ritmo, mexendo em círculos, de lado. Os olhos dele semicerraram, a boca entreaberta, respirando pesado enquanto eu continuava rebolando. Depois parei e mandei ele deitar. Vi a expressão impaciente no rosto dele, depois meu olhar travou no brinco. O rosto suado e o brinco pareciam tão gostosos no travesseiro que eu não resisti: inclinei o lado direito dele e levei o brinco à boca. Jéssica interrompeu, chocada: “Você fez o quê?” Camila riu. “Acredita, eu também fiquei chocada. Mas aquele brinco me deixou louca.” Jéssica soltou o ar e levantou a mão. “E aí?” Camila continuou. Ele não percebeu, ou fingiu que não percebeu o que eu tinha feito. Deixei o brinco escapar da boca. Recostei, ainda sentindo ele dentro de mim, e segurei o olhar dele. Murmurei: “Quero ver a gente no espelho.” Ele riu. A gente mudou pra posição de quatro. Nossos corpos apareciam no espelho. Ele bateu o pau nas minhas nádegas, depois enfiou. Fodeu forte, depois os movimentos ficaram curtos e constantes. Senti o corpo dele tensionar. Eu falei: “Puxa meu cabelo e me fode forte antes de gozar, capitão.” O jeito que eu disse “capitão” deixou ele louco. Ele puxou meu cabelo e continuou metendo. Gemeu. “Tô gozando.” Eu respirei: “Goza, amor.” Ele soltou um som alto e saiu. A gente deitou lado a lado. Ele tirou a camisinha. A gente se apoiou nos cotovelos e se olhou. Segurei o rosto dele, depois toquei o brinco. Ele fechou os olhos. Depois de beijar ele, levantei e comecei a me vestir. Ele abriu os olhos. “Foi insano. Tenho que ir.” Ele também levantou, colocando a cueca. “Aproveitei cada segundo.” Me acompanhou até a porta e tocou o pau. Fez uma careta rápida, depois soltou o ar devagar e inflou o peito como se fosse fazer um discurso. “Alguém avisa a tripulação que o capitão não vai andar direito hoje.” Eu tentei não rir. “Ah, capitão, meu capitão… só uma tempestade dessa vez.” Camila recostou, sorrindo. Jéssica levantou uma sobrancelha. “Não foi só uma vez, né?” Camila assentiu, ainda sorrindo, mas Jéssica a cortou. Levantou e foi pra cozinha. “Espera, essa história de pirata precisa de acessórios.” Voltou com uma garrafa de rum e dois copos. Estendeu a garrafa, um sorrisinho nos lábios. Os dois brindaram e riram até o sol nascer, selando a noite como uma lembrança quente que voltaria em conversas futuras.

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Autor

  • Cassandra Rios

    Cassandra Rios escreve em português brasileiro desde 2018. Mulher de São Paulo, ela mistura fantasia, e realismo para criar histórias onde cada personagem é adulto e consentente. Duas novas histórias publicadas todos os dias em ContosX.br.com.

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