Resumo:
Ana, uma dona de casa recém-mudada para Vila Madalena, passa o jantar com os vizinhos Camila e Rafael. Depois da visita, ao voltar para casa, Bruno a conduz à cozinha, levanta sua saia e a possui sobre a mesa. O encontro revela a intimidade do casal e a satisfação de Ana em assumir seu papel de esposa.
Não, sou só uma dona de casa. Assim que falei, aquilo me acertou com força. Era isso que eu representava agora pro mundo: apenas uma dona de casa. Camila sorriu e respondeu:
“Ah, não fala ‘só’. Ser dona de casa, Ana, é um trabalho de tempo integral.”
Uma versão semelhante está disponível em a versão francesa para leitores franceses.
Depois do Jantar na Cozinha
A mão de Bruno subia por baixo da minha saia, por baixo da mesa, e puxava a alça da cinta-liga. Ele gostava que eu usasse meia-calça, por isso tinha colocado aquela noite. Tínhamos nos mudado pra nossa casa nova em Vila Madalena, São Paulo, na semana anterior. Camila e Rafael eram nossos vizinhos e nos convidaram pra jantar. Eu estava nervosa. Fazia só um mês que vivia em tempo integral como mulher. Ainda tinha medo de não passar. Bruno insistiu. Disse que eu precisava me testar em algum momento. Quanto antes, melhor.
Passei a tarde inteira me arrumando pra deixar a maquiagem e a roupa perfeitas. Usei uma blusa de cetim branco com laço grande no colarinho e mangas bufantes. Saia preta godê até o joelho. O godê ajudava a dar a ilusão de quadril. Sapato preto de bico fechado com salto baixo de dois centímetros. Parecia roupa de mãe, de dona de casa segura. O jantar correu bem. Não recebi olhares demorados de Camila nem de Rafael. Só quando chegamos e sentei no sofá deles pra tomar um xerez antes do jantar, minha saia subiu um pouco e Rafael viu a parte de cima da meia. Apertei rápido a barra pra baixo.
Demorei uns segundos pra responder a Camila. Ainda não estava acostumada a ser Ana. Ana, mulher do Bruno. Uma dona de casa.
“É mesmo, Camila. Os homens acham que a gente fica em casa vendo TV de dia e tomando chá. Mas tem compra, cozinhar, tirar poeira, passar aspirador, lavar e passar roupa. Nunca acaba. Bruno quer o jantar na mesa assim que chega em casa.”
“Igual o Rafael, Ana. Quem disse que o trabalho da mulher nunca acaba tinha razão. Com certeza não foi um homem que falou isso.”
As duas rimos. Ainda era difícil manter a voz aguda pra soar feminina. Eu vinha treinando há meses pra falar mais pra cima da garganta. Homem fala do peito. Parecia estar funcionando. Os homens olharam pra gente e reviraram os olhos. Foi bom pensar “os homens”, porque eu sabia que Camila e eu éramos mulheres. Pelo menos pros vizinhos. Eu estava sendo aceita como mulher.
Camila se levantou.
“Eu limpo aqui.”
“Eu ajudo você, Camila.”
“Não, você é nossa convidada, não precisa.”
Bobagem, pensei. Nenhuma mulher que se respeita deixa a outra limpar tudo sozinha. Eu sabia que ela ia pensar menos de mim se eu não ajudasse. Quando me levantei, Bruno estalou a cinta-liga. Dei um olhar afiado pra ele enquanto ele ria pro Rafael. Ele sabia o que tinha feito. Malditos homens, pensei.
Ajudei Camila a limpar enquanto os homens terminavam a bebida e conversavam. Ainda não tinha certeza sobre Camila. Resolvi elogiá-la pra ganhar ela pro meu lado. Conversamos enquanto guardávamos os pratos e carregávamos a lava-louça.
“Queria ter seu corpo, Camila. Você parece muito mais feminina do que eu. Sempre me sinto uma trambolhão do seu lado.”
Todo mundo sabe que mulher gosta de elogio. Eu sabia que ela ia gostar, mesmo tentando desviar.
“Não fala isso, Ana. Você está linda. Reparei que o Rafael ficou olhando suas pernas mais cedo.”
“Desculpa por isso.”
“Não foi culpa sua que o Rafael é tarado.”
As duas rimos.
“Na minha família as mulheres sempre foram grandes”, falei. “Minha avó tinha quase um metro e oitenta. Ela tocou a fazenda do meu avô depois que ele morreu. Venho de uma longa linhagem de mulheres grandes e fortes do campo.”
“Ana, você não é tão alta assim. Não pelos padrões de hoje. Além disso, Bruno deve ter mais de um metro e oitenta. Vocês combinam.”
Eu tinha um metro e setenta e três. Estava dizendo tudo isso pra tranquilizá-la, caso ela achasse que eu parecia um pouco masculina.
“Obrigada, Camila. É que alguns dias não me sinto tão feminina.”
“Bom, eu acho que você está maravilhosa. Daria tudo pra ter pernas como as suas.”
Estávamos tendo uma conversa típica de mulher, nos elogiando.
“Sabe, Ana, quando você se ajeitar, tem que vir comigo a uma reunião do clube de mães.”
Seria um teste de verdade. O que eu podia dizer?
“Eu adoraria. Obrigada, Camila.”
Bruno me ajudou a colocar o casaco e nos despedimos dos vizinhos com um beijo. Quando chegamos em casa, desabei no sofá.
“Acho que passei”, falei.
“Passou sim. Quando vi o Rafael olhando suas meias, fiquei excitado pra caralho.”
Eu sabia o que tinha excitado ele, mas perguntei mesmo assim.
“Por quê?”
“Porque ele queria te comer, mas não pode, porque você é minha.”
Ele riu, me puxou pro corpo dele e começou a apertar minha bunda por cima do vestido. A mão direita subiu pela minha perna coberta de meia e acariciou minha calcinha.
“Então você colocou?”
Beijei ele e respondi:
“Claro que coloquei. Você pediu. Que mulher não usaria um presente do marido?”
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Ele falava da calcinha de seda rosa que eu vestia. Ele gosta que eu use calcinha sensual o tempo todo. Quando me mudei pra cá, ele revirou minhas roupas íntimas e jogou fora as mais simples. Gastou uma fortuna substituindo tudo por renda, seda e cetim. Mandou que eu sempre parecesse gostosa pra ele por baixo da roupa. Não tenho jeans, legging nem calça. Só saia e vestido. Bruno tinha sido casado com uma mulher fria. Ela parou de se arrumar pra ele assim que casou. Agora ele estava compensando comigo.
“Você é minha, Ana. Fico duro no trabalho só de saber que você está de calcinha de seda gostosa só pra mim.”
Era gostoso pra mim também. Eu gostava da ideia de conseguir excitar ele com meu corpo. Toda manhã eu me vestia pensando se ele ia gostar da minha roupa de baixo. Isso me fazia sentir feminina. Saber que eu sempre teria que usar calcinha sensual porque ele exigia, isso me excitava.
“Não aguento mais”, ele disse.
“Ah, Bruno, não dá pra esperar até a gente ir pra cama? Não vai demorar.”
“Não, quero você agora.”
“Bruno, espera.”
Ele ignorou e me empurrou de costas pra mesa. Sentei na borda e ele levantou minha saia e a anágua. Depois ficou olhando a calcinha que tinha me dado. Meu pau pequeno fazia uma pequena barrinha na frente.
“Linda. Só pra mim. Você é minha e eu não vou te soltar nunca.”
Sorri. É maravilhoso ser desejada. Pela primeira vez na vida eu sabia o que era aquilo. Eu faria qualquer coisa pra agradar ele. Ele segurou meu pau pequeno na mão grande e começou a acariciar por cima da seda e da renda. Joguei a cabeça pra trás e gemi. Quem nunca sentiu o pau sendo tocado por cima de seda não sabe como é bom. Ele parou. Olhei pra baixo. Ele tinha se ajoelhado e puxado meu pau pela borda de renda. Nunca tinha me chupado antes. O que estava acontecendo?
“Bruno, você não precisa…”
Ele me engoliu inteiro de uma vez. Meu Deus, que sensação boa. Fazia tanto tempo. Caí de costas na mesa. A língua dele estava fazendo maravilhas. Não consegui segurar e gozei na boca dele.
“Ah, Bruno, me desculpa. Não consegui controlar. Você disse que nunca faria isso, eu só…”
“Fiz porque te amo, Ana. Você é minha mulher. Quero te fazer feliz.”
Senti um nó na garganta. Joguei os braços em volta dele e abracei forte.
“Eu também te amo, Bruno. Só quero ser a mulher perfeita pra você. Só quero te fazer feliz.”
Enquanto falava, desci pelo corpo dele. Puxei a calça dele pra baixo e o pau duro saltou pra cima. Engoli. Minha cabeça subia e descia, chupava e passava a língua na cabeça. Eu ia mostrar pra ele quem era a melhor chupadora daquela casa. Meus brincos batiam no meu rosto, minhas unhas longas e rosadas faziam cócegas nas bolas dele enquanto eu trabalhava. Essas sensações me deixavam muito feminina. Ele gemeu e me empurrou pra trás. Olhei pra cima.
“Fiz alguma coisa errada?”
“Não, gata. Só quero terminar dentro de você.”
Ele me ajudou a levantar, virou meu corpo e me dobrou sobre a mesa. Senti a saia e a anágua serem levantadas e a calcinha descendo até o topo das meias. Fiquei um pouco preocupada. Sempre me preparo antes de Bruno chegar em casa. Mas isso tinha sido quatro horas antes. Aí vi ele pegar o óleo de cozinha da bancada. Abriu a tampa e passou um pouco na rola.
“Não se preocupa, amor. Eu sempre penso em você.”
Comecei a rir. A risada virou gemido quando ele entrou. Doeu um pouco, mas me senti maravilhosamente cheia. Já brinquei com consolo e vibrador, mas nada se compara a um pau quente, duro e vivo. Ele começou a me foder devagar. Senti as mãos dele deslizarem por baixo das cintas-liga e agarrarem a gordura dos meus quadris pra me puxar forte contra ele. Eu ouvia o som ritmado do corpo dele batendo na minha bunda. Vi nosso reflexo no vidro do armário ao lado da mesa. Vi uma mulher sendo fodida em cima da mesa da cozinha. Uma esposa. Uma dona de casa. O mundo dela era lavar, comprar, passar, limpar, cozinhar. Usar maquiagem, pulseiras, anéis, colares. Estar sempre de calcinha de seda, cetim e nylon. Tudo coberto de renda delicada e babados. Aparecer pro mundo de vestido, saia, blusa, sapato e bota de salto. O barulho dos saltos no chão era uma lembrança constante de que ela era mulher. Uma fêmea igual a todas as outras.
Explosão na Mesa da Cozinha
Bruno aumentou o ritmo. Senti ele bater na minha próstata. Depois senti o pau dele crescer e explodir dentro de mim. Não consegui segurar. O pau dele e a visão da dona de casa sendo comida na própria cozinha me levaram a um segundo orgasmo. Fiquei deitada sobre a mesa, completamente satisfeita. Era isso que eu deveria ser. Tinham me roubado isso por causa de um pedacinho de carne entre as pernas. Agora eu tinha um homem que me amava e uma vida que eu amava. Era a mulher do Bruno, só uma dona de casa, e não queria ser mais nada.
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