Resumo:
Uma mulher de negócios faz uma parada rápida em um restaurante próximo ao aeroporto de Congonhas e reconhece na garçonete a ex-aluno que, dois anos antes, extorquiu colegas com fotos íntimas. Jeremias, agora transformado em Jéssica após o Sissy Camp, atende a mesa sem que o gerente saiba de seu passado. A cliente retoma o controle da situação ao ameaçar revelar a identidade da atendente e ao exigir que ela envie seu novo número, deixando claro que pretende usar a informação para manter o domínio sobre a sissy.
O Breastaurant ficava a poucos quilômetros do aeroporto de Congonhas, e eu nunca imaginaria pisar ali. Estava com fome, o voo atrasado e o tempo curto. A comida tinha fama boa, mesmo que o verdadeiro chamariz fossem as garçonetes de shortinho e top minúsculo. Entrei depressa, olhei em volta para confirmar que ninguém da empresa me via e escolhi uma mesa no canto.
Reencontro inesperado
Minha reputação de profissional séria não podia ser manchada por um lugar como aquele. Um ano na empresa podia ir por água abaixo com um único olhar. Bastava alguém me ver encarando uma mulher de peitos grandes para virar piada no grupo de WhatsApp. Precisei de um hambúrguer rápido e água gelada. Quando a garçonete se aproximou, os peitos dela entraram primeiro. O top decotado mal os continha, uma briga perdida entre tecido fino e carne pesada. Não gostava da palavra “peitos”, mas era a única que combinava. Aquilo não balançava. Hipnotizava. Baixei o rosto corado e dei mais uma olhada. Cabelo loiro liso até a metade das costas, quadril largo, bunda empinada. O rosto me pareceu conhecido. Ela também hesitou, olhos azuis assustados.
Esta história também existe em espanhol: o site Cuentos Eróticos.
“P-posso ajudar?”, perguntou com voz fina falhando.
“Hambúrguer ponto médio. Pressa. Mais água”, respondi analisando o rosto. Ela encolheu. Caiu a ficha. “Jeremias?”
Para entender quem era aquela garçonete, preciso voltar dois anos, quando ainda estava na faculdade. Mandava nudes para alguns amigos coloridos. Fotos vazaram. Jeremias, bom em computação, juntou uma coleção de sete garotas. Começou a pedir dinheiro para não vazar. Localizei todos os caras, dei esporro, juntei as vítimas, fomos à reitoria e à polícia. Ele foi condenado. O juiz mandou para o Sissy Camp. Quase dois anos depois, Jeremias estava na minha frente com bunda empinada saindo do short minúsculo. Ri tanto que quase engasguei.
“Lia—”
“Jeremias! Ou seja lá como te chamam agora! É você mesmo!” Ri sem pudor. Não precisava fingir que não estava encarando uma sissy. “Por favor, fica quieta!”, implorou baixinho, virando a cabeça para checar se alguém ouvia. Escolhi mesa no canto para ninguém me ver, mas agora servia para esconder ela. “Espera, eles não sabem? Claro que não. Se os clientes soubessem que você é uma sissy…”
Tudo ganhou outro sentido. Aqueles peitos ridículos pareciam hilários. Traços delicados, cabelo loiro. Eu me sentia a mulher mais sortuda do mundo por topar com ela depois do que o Sissy Camp tinha feito. “Tá bem escondidinho, hein. Embora eu duvide que ainda tenha muito o que esconder”, provoquei olhando para a frente do short. Ela baixou os olhos e soltou um gemido baixo. Conferi a altura dela. Parecia que eu tinha crescido. “Por favor…”, implorou. Que pesadelo devia ser topar com a pessoa que ajudou a arruinar a vida dela e ainda ter que aguentar mais.
“Humm…”, murmurei tomando o último gole de água. O gerente olhou da outra ponta e eu apontei para o bloquinho dela. “Faz de conta que está anotando. Se ele perguntar, diga que eu pedi o hambúrguer de um jeito muito específico.” Com mãos trêmulas e unhas rosa, ela ergueu o bloquinho. O rosto inteiro pedia que aquilo acabasse. “A gente vai conversar. Atualizar as notícias. Como velhas amigas”, avisei com sorriso largo. “Primeiro: como você parou aqui?”
Ela respondeu entre dentes cerrados: “Me expulsaram. Meninas do Sissy Camp não conseguem entrar na faculdade. Esse foi o único lugar que me contratou.” “Coitadinha”, zoei pegando uma mecha do cabelo dela. Ela quase pulou quando toquei, mas não ousou reclamar. “Você tinha um futuro promissor em tecnologia… ou era isso que você disse no julgamento. Um futuro que não podia ser destruído por um erro simples. Um erro simples que você planejou bastante.” “Desculpa”, sussurrou. “Não”, cortei. “Você não está. Está só com medo de se ferrar.” Ela não respondeu, mas o olhar assustado confirmava.
“Sinceramente, você ficou melhor do que eu imaginava”, notei encarando o peito dela até ela tentar se cobrir. Sissies com peitos daquele tamanho não tinham direito a pudor. “Eu até ia ter inveja se não fosse tão ridículo.” Ela encolheu mais, tremendo. Parou de fingir que escrevia. “Ei, eu sei que você é uma boba, mas você está trabalhando”, avisei apontando o bloquinho. “Mesmo que mal saiba ler, pelo menos finja que anota, né?” Ela engoliu em seco e voltou a mexer o lápis. O gerente ainda parecia desconfiado. “Boa menina. Então essa é a sua vida agora? Plantão longo servindo mesa de shortinho e top minúsculo? E ninguém aqui sabe o que tem entre essas pernas?” Ela balançou a cabeça. “Por favor, esse é o único emprego—” “Deve estar mal dando pra sobreviver”, interrompi. Depois do que ela tinha feito com a gente, não merecia pena. Mas ainda podia me divertir.
“Se eu contar, você perde o emprego, não paga aluguel, cai na rua… Imagina como uma sissy como você ia se virar na rua? Dizem que sissy do Sissy Camp fica com setenta e cinco por cento da força de uma mulher comum, e as que o acampamento trabalhou de verdade…” Eu via que ela era uma dessas. Era a garota mais gostosa do lugar. Deveria ser a imagem de propaganda, embora odiasse a atenção extra. Podia fazer as pessoas perceberem que ainda tinha um restinho entre as pernas, o que a desqualificaria. O gerente já estava vindo. “Você deve achar que sou cruel, né?”, perguntei vendo ela tremer. “Eu… eu só preciso desse emprego. Eu disse que sinto muito…”
Olhei para o copo. O gelo derretido tinha enchido um pouco. Tomei o último gole, inclinei para frente e sussurrei: “Sabe o pior? Eu olho pra você, com esse quadril de mãe, essa bunda de clipe de funk, esses peitos de OnlyFans e essa boquinha manhosa… eu vejo tudo que o Sissy Camp fez com você como reabilitação… e acho que ainda não foi castigo suficiente.” Nunca tinha visto alguém tão aterrorizado. Precisei de toda a força de vontade para não rir alto de novo. Mas o gerente chegou e eu sabia que só era divertido enquanto a corda não arrebentasse. Não ia acabar tão fácil.
Controle renovado
“Está tudo bem aqui?”, perguntou ele, provavelmente estranhando por que a melhor funcionária estava perdendo tempo com uma cliente mulher. Jeremias continuava me implorando com os olhos. Qualquer um que não a conhecesse teria cedido. Eu não. Levantei o olhar para o gerente e sorri, mudando o tom de repente. “Está ótimo! Eu conhecia ela da faculdade e só queria dar um oi. Desculpa se atrasei ela. O mundo é pequeno mesmo… que bom encontrar a…”, olhei para o crachá, “Jéssica.” Alívio e confusão passaram pelo rosto da sissy ao mesmo tempo. “Ah, eu não sabia que ela tinha ido pra faculdade”, comentou ele com tom que deixava claro o que achava dela. “Eu… tranquei”, ofereceu ela, antes que eu cortasse. “Trancou? Expulsaram, mais que isso! Eu gosto de você, mas você se jogava pra todo professor!”
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Jéssica ficou parada, sem ousar contradizer enquanto eu segurava o emprego dela nas mãos. “Mantive contato porque a gente trabalhou na mesma pizzaria depois”, contei ao gerente como se estivesse entregando fofoca. Ele se inclinou, interessado. “Mas ela perdeu o emprego porque dormiu com o chefe. Sempre que se metia em encrenca, resolvia chupando—” Olhei para Jéssica. “Né, querida?” Ela ficou rígida, rosto vermelho como a maquiagem. “S-sim…” Olhei o celular. Já estava ali tempo demais. Mas aquilo era bom demais para deixar pra lá. Não, aquilo era só o começo.
“Hum, eu não sabia disso. A Jéssica sempre foi uma funcionária exemplar”, disse ele, olhando para ela de outro jeito. Eu tinha a sensação de que ele ia gostar daquela informação tanto quanto ela ia odiar. “Bom, aparência engana. Tem gente que olha pra ela e vê só uma loira burra com peitos grandes… bom, ela é isso mesmo. Mas deve ter mais coisas”, brinquei. O gerente riu. “Enfim, vim aqui comer rápido antes do voo, mas agora vai ter que ser lanche no aeroporto. Demorei demais relembrando.” Levantei. Jéssica soltou o ar mais fundo desde que eu tinha chegado. Parecia aliviada demais. “Aqui, deixa eu te passar meu número pra gente continuar em contato”, falei escrevendo num guardanapo e entregando, inclinando para sussurrar: “Me manda mensagem com o seu número. Senão eu volto com foto sua de antes.” Ouvi ela engolir em seco e então, Pá! Mesmo o tapa rápido na bunda foi o suficiente para sentir como era perfeita. Treveu e ondulou. Eu ri. “Fazia tempo mesmo. Que bom te ver bem”, disse enquanto o gerente voltava pro balcão, tendo entendido que não devia interromper o reencontro de duas amigas… embora ele continuasse olhando de lá, como se esperasse que eu repetisse o tapa.
“Agora eu realmente preciso pegar o voo”, avisei pegando a bolsa. “Negócios, coisa que alguém como você não entenderia. Mas tô falando sério sobre a mensagem. Quero você à disposição. Você está com medo de eu te demitir hoje, mas não é tão simples. Vou guardar isso pra usar depois”, completei dando um tapinha na cabeça dela e percebendo que tínhamos a mesma altura. O lábio inferior dela tremeu. Finalmente ela conseguiu dizer: “Desculpa.” Eu sorri pensando em tudo que podia fazer com ela quando voltasse da conferência. “Ainda não”, pisquei saindo para pegar o voo. “Mas vai sentir.”
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