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Minha hóspede gostosa dorme pelada na minha cama

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Resumo:

O homem descobre que sua hóspede Bruna dorme sem roupa e que as tatuagens que vê nas mulheres próximas podem ser ativadas por ele. Durante o dia no trabalho, ele conversa com a colega Camila sobre a possibilidade de completar a tatuagem dela. Depois, visita a policial Larissa para investigar sozinho o significado das marcas e descobre que uma de suas próprias tatuagens pode estar transferindo as outras.

O despertador tocou e algo estranho aconteceu. Eu acordei sentindo que tinha dormido mais de doze horas. Sentei na cama e mal desliguei o alarme quando ouvi um gemido baixo. Aí virei a luz do celular e iluminei o lado da cama. Bruna estava deitada ao meu lado. Dessa vez vi algo que não esperava: ela toda estendida, o cobertor mal cobrindo, e um seio nu aparecendo. Não os dois, e o cobertor também não cobria tudo. A perna e parte do quadril estavam de fora, sem roupa por baixo. Isso explicava por que ela saiu correndo cobrindo o corpo ontem de manhã. Bruna prefere dormir pelada. Pelo menos perto de mim.

Eu estendi o braço e sacudi o ombro dela com cuidado enquanto falava baixo. “Bruna!” Ela resmungou leve. Eu sacudi de novo. “Hora de levantar.” Bruna resmungou mais uma vez, esticou o corpo e abriu os olhos devagar. “Bom dia.” Eu sorri de canto. “Vou me arrumar. E não esquece, hoje você está por conta própria.” Bruna assentiu. “Eu sei.”

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Chegada ao trabalho

Saí da cama, desliguei a luz e olhei para ela. “Beleza, só queria ter certeza.” Caminhei pelo corredor até o banheiro. Entrei e saí rápido, antes que Bruna pudesse usar o chuveiro. “Vou tomar café antes do trabalho, então já vou estar fora quando você sair. Tranca a porta ao sair”, falei sorrindo. “E pode deixar suas coisas. Não precisa guardar tudo se for dormir aqui de novo.” Bruna revirou os olhos e suspirou. “Eu sei.” Depois sorriu de leve. “E se ainda não falei, obrigada.”

Antes que ela entrasse no banheiro eu já estava saindo pela porta. Passei no posto só para abastecer, passei o cartão na bomba e enchi o tanque. Cheguei na Nozama, passei pela segurança com mais de vinte minutos de folga. Como tinha tempo sobrando, mastiguei devagar um pedaço de burrito de café da manhã e tirei todos os raspadinhas que tinha guardado. Eu não entendia por que continuava comprando depois de tanto ganhar, mas era hábito. Tinha quase trinta de um real, vinte de dois reais, catorze de cinco, doze de dez, oito de vinte, cinco de cinquenta e três de cem.

Dos trinta de um real ganhei seiscentos. Dos vinte de dois reais tirei três de duzentos e alguns de dois. Dos de cinco só um premiou, e foi o grande: duzentos e cinquenta mil. Levantei o bilhete e falei sozinho. “Parece que vou ter que ir na capital.” Raspei os de dez e de novo apareceu o grande prêmio: um milhão. Suspirei e passei para os de vinte. Só tirei dois bilhetes grátis. Nos de cinquenta apareceu de novo o grande: cinco milhões. Fiquei com cara feia. “Qual a chance de um posto só vender bilhete premiado?” Era estranho, porque eu comprava sempre no mesmo lugar. Antes da minha sorte eu perdia mais do que ganhava, e quando ganhava era pouco. Agora segurava três prêmios grandes e ainda tinha os de cem. Raspei os três e todos perderam. Até que enfim eu fiquei feliz por perder.

Guardei os vencedores na bolsa e o sino tocou a troca de turno. Vi Camila passar pela sala de descanso, joguei os bilhetes perdedores no lixo e fui atrás dela. “Ei, você!” Camila deu um pulo. “Caramba!” Virou com cara feia. “Para de fazer isso!” Levantei a sobrancelha rindo. “Parar de quê?” Ela colocou as mãos na cintura. “De aparecer assim do nada.” Depois sorriu. “Só mais um dia.” Eu ri. “Isso.” Camila deu um sorrisinho. “Pena que não pode ser hoje.” Eu levantei a sobrancelha de novo. “Por quê?” Ela deu de ombros. “Não sei. Algo me diz que eu preciso de outra boa foda.” Endireitou o corpo. “Talvez eu fique mais à vontade perto de você.” Suspirou. “Faz sentido?”

Fazia. Significava que a tatuagem dela estava pedindo para ser completada. Eu sorri sem jeito. “Você pode esperar mais um dia.” Camila suspirou. “Acho que sim.” Cruzou os braços debaixo dos seios. “E como está sua hóspede?” Eu dei de ombros. “Bem, acho.” Ela franziu a testa. “Você me contaria se tivesse algo acontecendo, né?” Eu sorri. “Claro.” Olhei para ela. “Já fiz algo que mereça desconfiança?” Camila me encarou um tempo, depois suspirou e sorriu. “Você tem razão.”

Continuamos andando até a mesa dela. Antes de sentar ela falou. “Só para você saber, antes de começarmos o fim de semana a Gale quer falar com você sobre algo antes de viajar para Vegas.” Eu levantei a sobrancelha. “Ah? Sobre o quê?” Camila deu de ombros. “Ela não disse. Só que quer conversar antes de ir.” Eu fiquei curioso. “Quando ela sai?” Camila sorriu de lado. “Domingo, mas vai ficar perto do aeroporto no sábado. Vai pegar voo cedo.” Eu pensei alto. “Talvez ela queira que eu leve ela até o hotel e acertar uns detalhes finais.” Camila pensou um pouco. “Pode ser.” Olhou para mim. “Vamos descobrir amanhã.” Eu balancei a cabeça. “Provavelmente.”

Camila olhou para o monitor. “Bom, melhor ir trabalhar.” Levantou a sobrancelha. “A menos que você tenha tempo livre hoje à noite.” Eu suspirei. “Não, preciso entreter a Bruna. Quem sabe hoje ela recebe um recado de que consertaram os canos do apartamento dela.” Camila suspirou. “A gente pode esperar.” Depois falou. “Beleza, vou começar. Veio bastante pedido que precisa de atribuição certa.” Sorriu. “Podia me ajudar.” Eu assenti. “Vou lá.”

Fui para minha mesa, entrei no sistema e comecei a ajudar com os pedidos. O dia passou rápido. Camila e eu distribuímos os pedidos, depois cada atendente me puxou para ter dupla em alguns. Mantive o relatório de trabalho. Antes que eu percebesse o expediente tinha acabado. Enviei o relatório para a gerência, coloquei Camila em cópia, registrei a saída e saí do prédio.

Encontro com Larissa

Do lado de fora Camila estava me esperando. “Você vem direto depois do trabalho amanhã?” Eu suspirei, mas sorri. “Até onde eu sei.” Ri. “Vou tentar lavar roupa hoje para ter o que vestir amanhã.” Mexi as sobrancelhas. “Ou não vestir, se você entendeu.” Camila corou e tossiu. “Certo. Se mudar os planos me avisa.” Eu ri. “Aviso.” Ela assentiu e foi embora.

Bruna saiu logo depois e me vi parado. Caminhou até mim. “Ainda vou para sua casa sozinha?” Eu olhei para ela. “A não ser que seu senhorio tenha ligado.” Bruna suspirou. “Perguntei para a Aline, ela está cuidando disso. Parece que nem começaram a mexer nos canos.” Eu levantei a sobrancelha. “Sério?” Bruna assentiu. “Infelizmente. Por isso queria falar com você antes de você sumir para encontrar sua amiga detetive. Será que eu posso ficar até o apartamento ficar habitável?” Deu de ombros. “Talvez até acharmos um novo apartamento para mim e a Aline, como você prometeu?”

Eu suspirei e sorri. “Claro.” Depois falei sério. “Mas peça para a Aline cobrar do senhorio uma compensação por demorar tanto. Ameace procurar um advogado se precisar. Peça algo por escrito que reduza o aluguel.” Bruna assentiu. “A Aline está cuidando disso. Ela não parece, mas quando fica brava vira um cão de briga. Eu fico quieta quando ela está assim, e ela está muito brava.” Eu sorri. “Bom. Não quero que vocês paguem aluguel por um lugar que não dá para morar.” Coloquei a mão no ombro dela. “E pode ficar na minha casa até resolver. Só sem festa, tá?” Bruna assentiu. “Sem problema. Não quero te irritar e acabar dormindo no carro.” Eu ri. “Não vamos deixar isso acontecer.” Comecei a andar para o carro. “Vou encontrar minha amiga. Devo voltar em algumas horas.” Falei andando de costas. “Se eu não chegar antes de você dormir, durmo no sofá, beleza?” Bruna assentiu. “Beleza. Até mais tarde.”

Entrei no carro e peguei o celular. Ia procurar o cartão da Larissa quando vi que ela já tinha mandado mensagem horas antes. Número desconhecido: “Sou a Larissa Ramos. Meu apartamento fica na Rua Vale do Lar, bloco Z3623-205. Me avisa quando estiver vindo. Devo chegar em casa quando você sair do trabalho.” Eu sorri, salvei o contato e respondi. “Estou indo.” Coloquei o endereço no GPS e saí.

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O apartamento da Larissa ficava numa parte melhor da cidade. Segui as instruções, estacionei no visitante e caminhei até o prédio. Tinha elevador, coisa nova para mim. Subi até o segundo andar, saí e achei o apartamento fácil. Bati na porta. Um minuto depois ela abriu. Usava short de yoga e regata simples, cabelo preso num coque frouxo. Mesmo simples, dava para ver que estava em forma, barriga definida e seios marcados pela roupa. Larissa sorriu. “Sr. Cavaleiro.” Deixou espaço. “Pode entrar.”

Eu entrei. Ela fechou a porta. Eu virei para ela. “Obrigado por deixar eu vir.” Larissa cruzou os braços debaixo dos seios. “Hum. Ainda não entendi por quê.” Eu tossi. “Sério? Não preparou sua armadilha?” Ela deu de ombros. “Ainda falta detalhe que só sai no fim de abril. Sem isso não consigo avançar.” Eu assenti. “Certo.” Larissa sorriu. “Então me conta, por que você está aqui de verdade?” Eu suspirei. “Preciso de espaço para pesquisar algo sozinho.” Larissa apertou os lábios. “Entendi.” Eu completei. “Sozinho de verdade. Sem ninguém olhando por cima do ombro.” Larissa suspirou. “É só isso?” Eu dei de ombros. “Talvez precise da sua ajuda para confirmar algo depois.” Ela levantou a sobrancelha. “O quê?” Eu respondi sem entregar. “Prefiro não falar agora.” Larissa me mediu por um tempo. “Mas vai me contar quando descobrir?” Eu ri sem jeito. “Provavelmente não. Mal entendo eu mesmo.” Ela ficou quieta, depois suspirou. “Eu disse que ajudaria no que você pedisse. Pode usar a sala. Só não quero você no meu quarto nem no da minha filha.” Desdobrou os braços. “Vou trocar para descer na academia um pouco. Quanto tempo acha que vai precisar?” Eu respondi. “Uma hora ou duas.” Ela assentiu. “Dá um minuto.” Foi trocar.

Enquanto ela se trocava eu olhei o apartamento. Era bem melhor que o meu. Falei alto. “Só curiosidade, quanto você paga aqui?” Larissa respondeu do quarto. “Mil seiscentos e cinquenta por mês.” Eu pisquei. “Como? Eu pago mil oitocentos e cinquenta no meu e parece uma pensão ruim.” Ouvi ela rir. “Vantagem de ser policial.” Ela saiu vestindo top de ginástica e tênis, carregando um tapete. “Consegui um desconto porque o inquilino anterior foi assassinado aqui.” Eu olhei para ela. “E isso é legal?” Ela deu de ombros. “Não exatamente, mas eu usei a informação para negociar.” Eu resmunguei. “Que injustiça.” Larissa riu. “Da próxima vez que tiver um assassinato num prédio bom eu te aviso.” Eu respondi. “Minha situação pode mudar logo.” Ela assentiu. “Ah, a sorte dos raspadinhas.” Eu confirmei. “Isso.” Larissa foi para a porta. “Vou deixar você trabalhar. Tento ficar fora pelo menos uma hora.” Eu agradeci. Ela saiu.

Suspirei, sentei no sofá e tirei a boneca da bolsa. Coloquei a caixa de madeira na mesa, abri as portas e comecei a procurar o motivo das tatuagens no útero que só eu via em Camila, Melânia e Alícia. Tentei selecionar os nomes delas, mas só aparecia o significado, não como estavam sendo feitas. Mudei de estratégia e olhei as minhas próprias tatuagens, procurando qual poderia estar transferindo. Selecionei a primeira: “Quebradora de cadelas”. A informação entrou na mente: capacidade de deixar a parceira viciada depois de uma transa. Nada explicava a transferência. Passei para a seguinte: “Sêmen afrodisíaco”. Nada. Depois “Nozes grandes”. Nada. Aí cheguei em “Dominante”. Aí apareceu o aviso: qualquer pessoa não ligada pelo talismã próprio seria marcada pela tatuagem e ligada ao dono. Qualquer tatuagem completada virava permanente. Avisava também que tatuagens novas podiam aparecer dependendo da fertilidade: escrava, travada no pau, viciada em porra, hiperlactação, mãe de ninhada. Só o dono via. Eu tinha achado.

Franzi a testa. Por que essa informação não tinha aparecido antes? Devia ser porque eu estava nervoso da outra vez. Selecionei a tatuagem e desativei. Outro aviso entrou: quem já tinha tatuagem própria ainda seria afetado se a minha estivesse completa. Se não estivesse completa, a tatuagem dela sumiria com o tempo sem sexo. Mesmo desligada, o sexo ainda afetava, mas não completava mais. Meu pau latejava só de imaginar Camila gemendo meu nome enquanto eu metia fundo, sentindo a buceta dela apertar e encharcar. Queria foder ela até gozar dentro, marcando para sempre. O calor subiu. Eu precisava testar logo.

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Autor

  • Cassandra Rios

    Cassandra Rios escreve em português brasileiro desde 2018. Mulher de São Paulo, ela mistura fantasia, e realismo para criar histórias onde cada personagem é adulto e consentente. Duas novas histórias publicadas todos os dias em ContosX.br.com.

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