Resumo:
Lucas e Bruna mantêm um relacionamento aberto e já dividiram intimidade com Camila, uma amiga de longa data que mora no Rio. Durante uma videochamada, Camila revela que vai sair com outro homem, o que desperta ciúmes em ambos. Enquanto conversam sobre os limites da relação, Lucas entrega a Bruna uma chave simbólica do apartamento, pedindo que ela more com ele. Entre abraços e decisões sobre o futuro, os dois tentam equilibrar o desejo por Camila com a necessidade de definir o que realmente querem um para o outro.
Ah, porra, isso é gostoso, Lucas, minha namorada Bruna soltou a frase enquanto eu massageava suas costas. A pele dela esquentava sob meus dedos, macia e quente, cheirando a um sabonete suave de baunilha que ela usava todo dia depois do banho. Eu sentia o cheiro misturado ao suor leve que começava a surgir, e aquilo me deixava excitado mesmo sem nada mais acontecendo ainda.
— Você tá bem apertada, respondi, apertando os nós dos ombros com força controlada. Meus polegares afundavam na carne, encontrando resistência.
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Ela estremeceu. — Eu sei. Por isso preciso que você me solte.
Bruna estava de bruços na minha cama em São Paulo, corpo nu da cintura pra cima, e eu a cavalgava com as pernas abertas em volta dos quadris dela. Eu trabalhava os dedos nos pontos duros, sentindo cada músculo se contrair e depois relaxar devagar. A tensão dela era visível: ombros subindo e descendo com a respiração curta, quadril mexendo de leve contra o colchão.
— Caralho, isso é bom. Continua, pediu, voz rouca.
Durante o jantar ela tinha reclamado de dor nas costas depois de uma semana inteira sentada no escritório, então eu mandei ela ir pra cama que eu ia massagear. Ela tirou a blusa e o sutiã na hora, jogou o corpo no meio do colchão e fechou os olhos. O prazer era meu também. A pele dela, clara e macia, respondia bem aos meus dedos quentes. Eu faria aquilo a noite inteira se ela deixasse, só pra ouvir os gemidinhos baixinhos que escapavam toda vez que eu acertava um nó.
Conversa com Camila
— Meu Deus, aí mesmo. — O corpo dela tremeu quando eu apertei o maior nó até então, polegar afundando fundo.
— Por que você tá tão tensa?
Ela demorou a responder. Ofegou e soltou gemidos enquanto eu trabalhava, quadril rebolando devagar contra a cama. O som da carne sendo massageada enchia o quarto, junto com a respiração pesada dela.
— A semana foi pesada, disse por fim. — Preciso das suas mãos grandes. Queria ter acesso a elas toda noite, Lucas. Imagina você chegando em casa e me virando de bruços assim sempre que eu quisesse.
— Deixa esse papo de mãos fortes de lado e me conta o que tá rolando.
Quanto a ter minhas mãos todas as noites, eu já tinha umas ideias bem safadas. Mas primeiro precisava cuidar das costas dela. Bruna mexeu o quadril embaixo de mim, rabo empinando um pouco. — Mas suas mãos são grandes e fortes mesmo. Aposto que você podia fazer um monte de coisas comigo e eu não ia conseguir parar. Podia me segurar, me virar, me meter até eu implorar.
Eu ri da provocação. Bruna não costumava fazer o papel de submissa. Ela gostava de mandar. Não era dominadora, mas adorava puxar a gente pra aventuras e eu geralmente ia junto. Nos últimos seis meses ela tinha arranjado trios com duas mulheres do meu passado. Um desses trios tinha virado algo bem especial. Antes disso, a gente era monogâmico nos primeiros dez meses de namoro.
O celular tocou. O toque era de vídeo. Estiquei o braço até a mesinha de cabeceira e peguei. Falando em trio que virou algo mais…
— É a Camila, avisei.
Bruna se remexeu embaixo de mim. — Atende! Atende!
Eu toquei na tela e apareceu Camila do peito pra cima. Ela andava pelo apartamento no Rio, claramente prestes a sair. Eu admirei a sombra verde jade e o delineado em gatinho que ela tinha feito. O cabelo estava preso num coque baixo na nuca. Ela estava linda. Eu queria pegar um avião pro Rio na hora, sentir o cheiro dela de perto.
— Oi, Elle, falei.
— Lucas, ela sorriu. — A Bruna tá com você?
Bruna deu um tapa na minha perna. Eu rolei pro lado e deitei. Ela se aproximou, seios nus aparecendo na câmera.
— Elle! Você tá maravilhosa, disse Bruna.
As sobrancelhas de Camila se arquearam. Eu percebi que os seios nus de Bruna estavam no enquadramento.
— Interrompi vocês? — perguntou Camila.
— O quê? — Bruna olhou pro próprio peito. — Não, não. Ele só tava me dando uma massagem nas costas. Nada de gostoso. Mas eu tava tentando levar as coisas pra esse lado. Como você tá, Elle?
— Tô bem. Sinto falta de vocês, respondeu ela, fazendo biquinho.
Enquanto olhava pra Camila, toda a nossa história passou pela minha cabeça. Os anos na faculdade em São Paulo, quando éramos melhores amigos. O trio que fizemos com o namorado dela no último semestre e que acabou com nossa amizade por quase seis anos. A reconexão quando ela entrou em contato menos de um ano atrás. A visita dela a São Paulo três meses antes, quando passou o fim de semana comigo. A ideia de Bruna de fazer um trio que virou um fim de semana intenso de paixão e sentimentos confusos. No mês anterior, Bruna e eu fomos até o Rio e aquele fim de semana também foi pesado. Os três sentíamos algo forte um pelo outro. Estava virando algo. Mas deixamos em aberto e casual, porque ela morava no Rio e a gente em São Paulo. O que quer que estivesse acontecendo entre nós, as chances de longo prazo não eram boas. Trios já são complicados por natureza. A distância só piora.
— Você tá incrível, falei. — Vai sair?
— Vou. Por isso liguei. — Ela fechou os olhos e respirou fundo, os ombros subindo. — Queria contar que vou sair com um cara. Num encontro.
— Tá bom, disse Bruna, apertando meu joelho fora do quadro.
Camila baixou o olhar por um segundo.
— Fiquei enrolando a semana toda. Não sabia como falar com vocês.
— Você não precisa contar nada, Elle, falei. — A gente combinou depois do primeiro fim de semana que você podia sair com outras pessoas. O que a gente tem é aberto. Né, Bruna?
Bruna forçou um sorriso. Eu me perguntei se Camila já conhecia ela o suficiente pra perceber. Por mais intensos que fossem os sentimentos entre os três, Bruna e Camila só se conheciam havia alguns meses.
— O Lucas tem razão, disse Bruna. — A gente quer que você seja feliz. Você devia sair, se apaixonar. E se isso significar que a gente acaba, que seja.
A mão dela subiu do meu joelho pro meu braço. As unhas cravaram no tríceps. Eu tentei não fazer careta.
— Bruna, é legal da sua parte dizer isso, mas eu sei que você tá mentindo, disse Camila, com um sorriso triste. — Eu sei que preciso viver minha vida aqui, mas penso em vocês o tempo todo.
— É o primeiro encontro? — perguntou Bruna.
— O segundo, respondeu Camila.
— Ah, fez Bruna, olhando pra mim. — Como foi o primeiro?
Camila abriu um sorriso quente que derreteu meu peito.
— Foi legal. — Os olhos dela se arregalaram quando viu o rosto de Bruna começar a desabar. — Não rolou nada. Dei um beijo na bochecha no final da noite.
— Que casto, comentou Bruna.
— Quero ir devagar, explicou Camila. — Dada a… situação entre a gente, não tô muito afim de me jogar em algo novo. Eu preferia pegar um avião e subir pra São Paulo esse fim de semana pra entrar na cama de vocês.
— Eu ia adorar, murmurou Bruna, baixo o suficiente pra só eu ouvir.
— Mas é o segundo encontro, falei. — Então você precisava contar porque…
— Porque vocês podem transar? — completou Bruna.
Camila riu. — Transar? Bruna, eu disse que quero ir devagar. Se o encontro for bem, preciso dar um motivo pra ele me chamar de novo. Então uns beijos mais intensos podem rolar hoje.
Eu tentei não imaginar Camila beijando outra pessoa. Doeu no peito. Mas era ridículo sentir ciúme. Eu já tinha uma namorada deitada ao meu lado. O que Camila era pra mim? Uma das minhas melhores amigas. Só que agora a gente tinha adicionado sexo. Sexo entre os três. E Bruna estava encantada por ela.
— Você não precisa se sentir estranha por sair com alguém, falei. — A gente quer que você seja feliz.
Bruna respirou fundo. — Quero que você se divirta hoje. Faz o que sentir que é certo.
Camila fechou os olhos e mordeu o lábio. — O certo agora seria estar fazendo amor com vocês dois.
Bruna estremeceu. As palavras de Camila mexeram alguma coisa em mim também. Meu pau endureceu contra a calça.
— O que você gosta nesse cara? — perguntou Bruna.
Os olhos de Camila subiram, pensativos. — Uma amiga me apresentou. Ele trabalha num instituto. Formado em Direito em Harvard. Alto. Muito bonito. Sabe ouvir. Não pressionou por mais que um beijo na bochecha.
— Parece promissor, comentei.
— Desculpa. Não quero deixar vocês com ciúme, disse Camila.
— Eu não tenho direito de sentir ciúme, respondi. — Não quero que você fique sozinha.
— Eu sei, ela disse. — Mas é estranho fazer isso quando sinto tanta coisa por vocês dois.
— A gente gosta de você — falou Bruna. — Muito.
Eu ouvi a voz dela falhar. Ela estava emocional. Eu também.
— Eu cancelo esse encontro agora. É só pedir, ofereceu Camila.
— Não, falei. — A gente não vai fazer isso.
Camila assentiu. — Tá bom. Desculpa. Odeio largar isso em cima de vocês e desligar, mas preciso ir. Já tô atrasada.
— Tudo bem, disse Bruna. — Divirta-se.
Camila mandou um beijo e encerrou a chamada.
Eu larguei o celular e puxei Bruna pra um abraço. O corpo dela colado no meu, seios pressionando meu peito, respiração quente no meu pescoço.
— Espero que o encontro dela seja um desastre, murmurou ela, soltando um suspiro trêmulo no meu ombro.
— É, uma parte de mim também sente isso.
Ela se afastou um pouco e olhou nos meus olhos.
— Só uma parte?
— Quero que ela seja feliz. Você não quer?
— A gente deixa ela feliz.
O olhar dela era intenso, quase bravo. Eu acariciei o rosto dela. — A gente mora a mil e duzentos quilômetros. E eu nem sei como ela caberia no que a gente tem.
— Eu sei, respondeu Bruna, pondo a mão na minha bochecha. — Lucas, você sabe que te amo mais que tudo. Quero ser sua. Mas gosto muito da Elle e quero ela na nossa vida.
— Ela mora longe. Você é minha namorada. Eu tô apaixonado por você. Como a gente pede pra ela ficar exclusiva com a gente nesse cenário?
— E se ela morasse aqui? Isso mudaria alguma coisa?
— Não sei, respondi.
Ela suspirou. — No começo eu tinha medo de dividir você com ela, porque vocês se gostam tanto. Mas toda vez que a gente fica com ela, eu sinto uma atração forte. E sei que você sente também.
— Então o que a gente faz? Pede pra ela largar tudo e vir pra cá? Ela tem carreira, família, amigos.
— Não tô sugerindo nada, disse Bruna. — Só tô pensando em voz alta.
— A gente precisa aceitar que ela vai sair com outras pessoas. Precisa ficar bem com isso. Não significa que a gente acaba com ela. Pelo menos não até ela ficar séria com alguém.
Bruna beijou minha bochecha. — Eu sei.
Encaixar Camila na nossa vida parecia impossível por causa da distância. Além disso, eu estava procurando uma aliança pra Bruna. Como Camila se sentiria depois que eu colocasse o anel no dedo dela? Eu não tinha experiência com o tipo de relação que tinha surgido entre a gente. Camila tinha dito que gostava da gente, mas também tinha comentado que se sentia como terceira. Ela parecia aceitar que a conexão principal era entre mim e Bruna, e que Bruna sempre seria a parceira principal. Mas eu me sentia mal com isso. Ela merecia mais. Se ela encontrasse alguém no Rio, talvez fosse o melhor. Eu ficaria destruído, e sabia que Bruna também. Mas simplificaria as coisas de vários jeitos.
— Eu gosto muito quando a gente três tá junto, falei. — Mas você é meu foco principal. É com você que eu quero ficar.
Bruna segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou. A boca dela era quente, língua roçando a minha devagar.
— Eu sinto o mesmo. Mas também quero ela. E já vi você transando com ela. É intenso. Você diz as coisas certas pra mim, mas eu sei que tá se apaixonando.
Eu estava me apaixonando? Eu tinha curtido Camila a faculdade inteira e nunca tinha rolado. Acho que sempre a amei, e agora a gente tinha adicionado sexo.
— É intenso, admiti. — E confuso. Mas você é minha e eu sou seu. O que me lembra que tem outra coisa que eu quero conversar com você. Sobre a gente.
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O canto da boca de Bruna se curvou num meio sorriso desconfiado.
— Tá bom?
Eu me sentei e abri a gaveta da mesinha. Dentro tinha uma caixinha branca amarrada com fita azul.
— Isso não é um pedido de casamento, tá? Ainda tô trabalhando nisso.
— Eu sei. Você pediu o tamanho do meu dedo pra Letícia.
— Ela te contou?
Letícia era uma das melhores amigas de Bruna da faculdade. Também tinha sido a primeira mulher com quem Bruna tinha dormido.
— Não é como se eu não soubesse como você se sente, disse ela.
— Eu sei, mas tô tentando te manter na ponta dos pés. Falando nisso…
Eu entreguei a caixinha.
— Lucas, que porra é essa? — A voz dela saiu nervosa e animada ao mesmo tempo.
Ela desamarrou a fita e abriu. Dentro tinha um chaveiro de aço inox feito sob medida com as letras do nome dela: Bruna. Uma chave cor de cobre estava presa nele.
— Ah, que fofo. Bem pesado. Parece logo do Metallica.
— Eu sei que você curte metal no fundo.
— Pra que serve a chave? — perguntou.
— É a chave desse apartamento.
— Eu já tenho uma chave do seu apartamento.
Eu dei um tapinha no joelho dela.
— Eu sei. Essa é simbólica.
Os olhos dela se arregalaram e a boca abriu.
— Lucas! Você tá me pedindo pra morar com você?
Eu assenti.
Ela ofegou. — Mas você sempre reclama que eu tomo conta do seu banheiro.
— Você não é tão ruim assim com o banheiro. Só diz sim.
Ela me abraçou forte. — Sim. Com certeza. Eu adoraria morar com você.
A voz dela falhou. Eu decidi calar ela com um beijo. Passei as pontas dos dedos de leve pelo lado de um dos seios dela. Ela soltou um gemidinho. A mão dela foi pra nuca e ela pressionou a boca na minha num beijo gostoso.
Decisão na cama
— Vou te foder até você não aguentar mais, anunciou, começando a mexer na minha calça. Os dedos dela apertaram meu pau por cima do tecido, sentindo a ereção crescer.
— Eu ainda não terminei a massagem.
Eu passei o braço e dei um tapa na bunda dela. Ela guinchou e fez um biquinho bem safado.
— De bruços, mulher.
Depois que terminei a massagem, a gente assistiu um filme na sala e dividiu uma garrafa de vinho. Mais tarde trocamos de roupa e fomos pra cama. Ainda não eram dez horas, mas a gente queria só ficar de boa e conversar. Eu acariciei as costas dela de novo, descendo até a curva da bunda, sentindo o calor da pele.
— Me conta por que o trabalho foi tão ruim essa semana, pedi.
Ela mordeu o lábio. — Várias coisas.
— Qual é a principal?
Ela rolou pro lado pra me encarar e começou a passar os dedos no meu peito, descendo devagar até a barriga.
— Promete que não vai ficar bravo.
— Não posso prometer. Não faço ideia do que você vai falar.
— Tá. Promete que vai me deixar resolver.
— Bruna, você tá me deixando preocupado.
Ela suspirou. — Você conhece o Marcos do escritório.
Marcos era o cara de eventos na agência de Bruna. Tinha entrado havia dois meses. Eu não tinha conhecido ele, mas Bruna tinha mencionado algumas vezes.
— Lembro.
— Ele tá dando em cima de mim. Eu falo de você o tempo todo, mas ele não desiste. Fica conversando, tentando me levar pra almoçar, perguntando se quero sair no fim de semana. Fica tanto tempo na minha mesa que tá atrapalhando meu trabalho e isso me estressa. Não sei como lidar.
Eu fiquei puto. Queria encontrar o cara e socar a cara dele. Eu não era brigão, mas as palavras dela despertaram um sentimento possessivo e protetor forte. Meu pau ficou duro só de imaginar marcando território.
Os lábios dela se apertaram de preocupação. — Eu vejo na sua cara que você tá irritado. Eu vou resolver.
— Ele te tocou?
— Claro que não, respondeu.
— Como você vai resolver?
— Vou ter uma conversa séria com ele e deixar claro de uma vez por todas. Se não funcionar, vou pro RH.
— Bruna, não vou mentir. Tô bravo.
— Eu sei. — Ela me beijou. — Agradeço que você queira me proteger, mas eu não preciso de proteção.
— Você é minha, falei.
Os olhos dela suavizaram. Ela gostou das duas palavras.
— Sim, eu sou completamente sua, amor.
— Se ele não entender isso…
Ela sorriu. — Que ameaçador. Eu vou cuidar disso.
Eu rosnei. Depois percebi que estava ridículo e comecei a rir. Bruna riu também e me beijou de novo. Empurrou meu peito até eu deitar de costas e apoiou a cabeça no meu peito. A mão dela desceu e apertou meu pau por cima da cueca.
— Lucas, ele não é perigoso. Eu pertenço a você sempre. Quer que eu mostre quanto eu pertenço a você? Posso pensar em algumas formas.
Essas palavras me deram um arrepio nas costas. Meu pau latejou.
O tablet de Bruna começou a tocar. Ela pegou na mesinha.
— É a Patrícia, avisou. — Chamada de vídeo. Aceito?
— Aquela garota tá caidinha por você — comentei. — Sinto pena do noivo.
Bruna revirou os olhos. — Ela quer o seu pau também. O casamento dela tá condenado.
Patrícia era uma ex-colega de trabalho de anos atrás, quando eu morava em Nova York. A gente tinha química e a paquera no escritório virou um hábito de sair com os colegas e acabar num canto escuro se beijando e se apalpando. Mas toda vez que eu convidava ela pra ir pra minha casa, ela recusava. Eu acabei aceitando que ela era uma provocadora sem fim e desisti. No ano passado, Bruna e eu fomos de férias pra Nova York e encontramos Patrícia pra jantar. Bruna sabia o quanto Patrícia tinha me provocado no passado e quis consertar isso. Então Bruna a seduziu pra fazer um trio com a gente. Foi nosso primeiro trio e uma das experiências mais gostosas da minha vida. Porém, depois que a gente transou, Patrícia ficou muito grudada em Bruna. Mandava nudes e mensagens safadas o tempo todo, quase sempre pra Bruna. O noivo dela, Guilherme, sabia de tudo. Pelo visto ele gostava de dividir ela desse jeito.
Bruna aceitou a chamada e colocou o tablet no suporte aos pés da cama pra gente aparecer na câmera sem precisar segurar. Patrícia apareceu na tela. Parecia que ela tinha apoiado o aparelho na mesinha de centro. Estava sentada no sofá, de blusa branca e sa<|eos|>
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