Resumo:
Júlia, pet de Lucas, é surpreendida por seu mestre enquanto beija Bruna em uma balada. Em meio à tensão gerada pela traição de Bruno e à busca por um vampiro que ataca pets, Júlia tenta lidar com as regras e os desejos que surgem. Após um encontro com Diego, ela retorna aos aposentos de Lucas e enfrenta as consequências da noite. O enredo alterna entre interrogatórios, reuniões no conselho e momentos de intimidade, revelando os limites de obediência e liberdade dentro da hierarquia vampírica.
Kail sentou na frente de Bruno na masmorra úmida onde o haviam torturado. Ele fez uma careta enquanto tudo acontecia diante dele, sem conseguir olhar enquanto os torturadores trabalhavam. Aqueles gritos o assombrariam, mas ele se obrigou a ficar ali, precisava fazer aquilo. Não permitiria ser covarde aos olhos do próprio povo. Se não aguentasse isso, porra, por que as pessoas continuariam a segui-lo? O cheiro de suor e sangue misturado enchia o ar, fazendo seu estômago revirar, mas ele ficou firme, ouvindo cada gemido de dor ecoar pelas paredes de pedra fria.
Bruno já havia se acalmado e agora o encarava. “Por quê, Bruno?” “Eu te disse, Lucas. Não fui eu! Não podia ter sido! Eu nunca faria isso com você.”
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Lucas suspirou e esfregou o rosto com as mãos. “Então como explica as imagens? Compulsão? Vampiros não conseguem compelir outros vampiros, Bruno!” “Eu sei disso, mas sei que não fui eu”, respondeu Bruno, com a voz falhando. “A menos que coloquemos bruxas nessa história.”
Lucas parou para pensar, depois balançou a cabeça. “Isso não é possível. Elas estão todas extintas. Garantimos isso”, disse, completamente convencido. Ele mesmo havia se certificado, procurando em cada canto quando começaram a reconstruir o mundo do jeito deles. O peso da responsabilidade apertava seu peito, lembrando de noites longas caçando qualquer sinal de magia proibida.
“Quem mais poderia ter feito isso, então?” gritou Bruno. “Lucas, você salvou minha vida. Sei que tivemos divergências, mas eu nunca, jamais, te trairia. Você sabe disso!” “Eu sei?” Lucas fez uma careta. “Eu achava que podia confiar em Clarisse também, e nós dois sabemos o que aconteceu.”
Lucas virou as costas e saiu, cansado, sem querer ouvir mais nada por enquanto. Ignorou os pedidos desesperados de Bruno e saiu rápido daqueles calabouços horríveis, o eco dos passos soando como acusações.
Reunião no Conselho
O círculo interno restante sentou na sala de reuniões junto com o resto do conselho de vampiros para revisar tudo o que haviam reunido até agora. Tiago percebeu que Lucas ainda olhava as pessoas daquele jeito observador, praticamente vendo ele tomar notas mentais de todo mundo ali. Deus, ele tinha ficado tão paranoico. Tiago quase sorriu, mas lembrou do que estava acontecendo com Bruno agora. Ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Eles haviam confiscado tudo o que pertencia a Bruno e interrogado Lia, mas ela também não disse nada. Lia também fora trancada, só por precaução, caso Bruno a tivesse compelido a fazer algo depois da captura. Ainda não tinham quase nada em mãos.
Tiago lembrou da conversa com Lia. Ela queria desesperadamente saber o que estava acontecendo, então ele contou. Ela ficou tão incrédula quanto ele e implorou para sair e ver seu Mestre. Com pena dela, Tiago disse que não era possível até descobrirem o que estava acontecendo. O cheiro de café frio na mesa misturava com tensão, fazendo todos ficarem inquietos.
Eles ainda estavam revisando as informações quando bateram na porta. “Entre”, disse Lucas, esfregando os olhos, parecendo o vampiro de século e meio que realmente era. Hipoteticamente falando. Todos se viraram quando Rafael entrou. Ele estava encarregado de encontrar o vampiro que atacava os pets. Lucas ainda fervia de raiva desde o que tinha acontecido com Júlia. Tiago quase sorriu de novo ao lembrar daquela noite que passou com ela, mas escondeu o sorriso atrás da mão. Ninguém prestava atenção nele.
“Por favor, me diga que tem alguma boa notícia”, pediu Lucas. Rafael respondeu, estoico como sempre: “Na verdade, sim. Encontramos o vampiro tentando pegar um pet que usamos como isca. Ele está pronto quando você quiser.” “Finalmente”, Beatriz sorriu com maldade. O pet dela também fora atacado, e Tiago sabia por experiência que ela não gostava de dividir. Ela o espancara quando ele tentara uma noite, bêbado.
“Se não se importar, Lucas, eu gostaria de dar a primeira porrada agora”, continuou Beatriz, com um olhar de alegria selvagem. Lucas franziu a testa. “Isso pode esperar. Vamos terminar aqui primeiro. Depois eu me junto a você”, respondeu, com um sorriso debochado. Beatriz olhou para ele com certa aprovação. Rafael saiu e eles voltaram a conversar entre si, vozes baixas ecoando na sala iluminada por velas.
“Já soube?” perguntou Ana. Elas estavam sentadas com Camila no refeitório. “Finalmente pegaram o vampiro que estava nos atacando.” “Era hora”, disse Camila, aliviada. Júlia também ficou imensamente aliviada. Pelo menos uma coisa a menos para se preocupar. Elas continuaram falando de coisas triviais e Júlia sorriu um pouco enquanto ouvia. Embora ainda não tivesse se aberto muito com elas, ficava feliz de estar por perto. O aroma de feijoada no ar trazia um toque de normalidade.
Seu Mestre a levara ao clube de novo quando voltou, escolhendo dar mais atenção a Larissa. Sentada ao lado deles, ela evitava olhar enquanto os dois se beijavam. A última coisa que viu foi seu Mestre puxando o vestido de Larissa um pouco demais antes de desviar o olhar rápido. Queria se levantar e ir embora, mas ele já tinha mandado que não saísse. O som da música funk batia forte, misturando com gemidos baixos.
“Júlia! Vem dançar.” Bruna apareceu na frente dela e pegou sua mão. Antes que pudesse protestar, foi arrastada para o meio da pista. Seu Mestre não fez nenhum som de protesto, ainda ocupado com Larissa. “Vamos, menina, se mexe um pouco”, gritou Bruna por cima da música, segurando seus braços e guiando os movimentos. Júlia tentou se soltar, mas não conseguiu. “Por favor! Eu não sei dançar!” gritou de volta, mas Bruna não aceitou. Mãos envolvendo sua cintura e puxando-a mais perto, Bruna continuou dançando, os lábios roçando sua orelha. “Vamos, não é tão assustador assim, é só dançar”, disse Bruna. “Só deixa rolar. Além disso, não é um bom descanso do seu Mestre mandão?”
Júlia se inclinou para trás e olhou para Bruna, que piscou. Júlia não conseguiu evitar rir, mas olhou rápido para seu Mestre, torcendo para que ele não tivesse ouvido. Quando viu ele em cima de Larissa, as mãos entrelaçadas, desviou o olhar de novo. Talvez não fosse uma ideia tão ruim. Deixou Bruna continuar guiando até se sentir um pouco mais confiante. Pela primeira vez na vida, sentiu uma espécie de euforia. As mãos de Bruna estavam na sua cintura quando a música terminou e outra começou. Bruna pegou sua mão e a levou até o bar. “Preciso de outra bebida”, disse. “Quer uma?” “Ah…” Bruna virou para o homem atrás do balcão. “Dois long island iced tea”, pediu, jogando quatro moedas de bronze no balcão. O homem pegou as moedas e entregou as bebidas. “Você vai ficar zonza rapidinho”, disse Bruna, entregando um copo para ela.
Júlia tomou um copo. Depois dois. Um tempo depois, estava dançando com Bruna de novo, mais selvagem que antes. Parecia que horas haviam passado quando finalmente foram sentar em um sofá. Ela observou Bruna, os lábios suaves, o cabelo castanho, os olhos azuis. Achou ela linda e uma parte dela se perguntou por que Bruna nunca parecia ter interesse nela. Bruna olhou e sorriu. “Você parece estar se divertindo”, disse, colocando a mão no braço de Júlia. Júlia sorriu de volta. Enquanto continuavam sentadas olhando uma para a outra, o desejo de se aproximar surgiu de repente e Júlia se mexeu mais perto. Encostou a cabeça no ombro de Bruna enquanto olhava para a multidão. Bruna começou a fazer círculos suaves no ombro dela e Júlia fechou os olhos.
Um momento depois, Bruna falou. “Vamos. Seu Mestre quer você de volta.” Júlia abriu os olhos devagar e se levantou a contragosto. Seu Mestre a chamou, a camisa ainda aberta. Tanto ele quanto Larissa estavam suados. Bruna a segurou pelos braços, rindo. “Calma aí”, disse. Júlia olhou para ela, os olhos caindo nos lábios, a cabeça ainda zonza de álcool. Antes de pensar direito, se inclinou e beijou Bruna. Os lábios eram tão macios quanto pareciam e Júlia pressionou o corpo contra o dela, envolvendo-a com os braços. Uma vozinha na cabeça tentou dizer que aquilo não estava certo, mas ela afastou o pensamento. Só queria ter aquilo para si. Bruna ficou parada no início, mas recuou no segundo seguinte, os olhos arregalados. Júlia lembrou de repente com quem tinha feito aquilo, e que seu Mestre estava vendo tudo. Olhou freneticamente para ele, que a observava com expressão vazia enquanto Larissa olhava boquiaberta. “Desculpa…”, disse, sem saber ao certo para qual vampiro estava falando. Talvez para os dois.
Bruna balançou a cabeça. “Está tudo bem. Foi só o álcool”, disse, virando a cabeça na direção do Mestre de Júlia. Os olhos dele se estreitaram um pouco, mas foi só isso. Bruna suspirou, pegou o braço de Júlia e a levou até ele. Ele se levantou, olhou para ela por um momento, o rosto ainda ilegível. Júlia baixou os olhos. “Não é grande coisa, Lucas. Ela só está um pouco bêbada”, insistiu Bruna. “Tudo bem. Vamos nos recolher”, disse ele, com aquela voz mortalmente calma, segurando a mão dela com firmeza. “Vem, Larissa.” Júlia não ousou olhar para ninguém enquanto saíam, voltando para os aposentos do Mestre. Uma vez lá, ele mandou Larissa ir para o quarto dela e levou Júlia para o dela. Perto da cama, ele a pressionou de leve contra a parede, o peito nu contra o dela enquanto prendia as pernas dela entre as suas. Uma mão levantou seu queixo para que olhasse para ele. Ele a estudou por um momento. Júlia manteve os braços ao lado do corpo, sem ousar respirar. “Você gostou daquilo?” perguntou baixinho. Júlia engoliu em seco, sem saber como responder. “Tudo bem, pet. Eu só quero saber.” “…Sim.”
O Mestre se inclinou um pouco para trás, mas não a soltou. Um momento depois, se inclinou e a beijou uma vez, profundamente, antes de se afastar. A mão dele estava na bochecha dela enquanto a olhava. “Mesmo que tenha gostado, você ainda é minha. Não esqueça isso.” “Sim, Mestre”, respondeu Júlia, ainda um pouco apreensiva apesar da gentileza. Ele pressionou outro beijo nos lábios dela. Dessa vez ela retribuiu, torcendo para que ele não a punisse. Finalmente a soltou, disse para dormir bem e saiu do quarto. Júlia deitou na cama depois de trocar de roupa, olhando para as flores do lado de fora. Pensou no beijo com Bruna, um beijo que tinha gostado. Ainda não sabia o que fazer com tudo aquilo. O calor entre as pernas dela persistia, úmido e latejante.
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Interrogatório e Piscina
O homem, Gabriel, gritou quando Lucas cortou seu braço. Com as mãos e os pés acorrentados no chão e no teto, ele não tinha como impedir que Lucas e Beatriz fizessem o que quisessem. Era extremamente catártico depois de tantas semanas de decepções. Eles revezaram, cortando ele, deixando curar e fazendo tudo de novo. Os gritos eram música para os ouvidos de Lucas. Em algum lugar dentro dele, sabia que tinha se transformado em uma fera violenta, mas não se importava. “Você gostou de foder minha pet, seu lixo?” disse Lucas, agarrando o queixo dele e obrigando-o a olhar. Pensou em como Júlia ficara depois daquilo, como ele tinha tido que confortá-la com mais cuidado depois de usar compulsão. Tivera que passar mais tempo longe de Larissa, sentindo o ressentimento dela crescer. Mais problemas para lidar. “O-o quê? Eu não… eu não ia…” As mentiras foram cortadas por mais gritos quando Lucas decidiu que era um bom momento para cortar um dedo. Estava cansado de gente mentindo para ele. Gabriel soluçou pateticamente. Lucas olhou para ele com nojo. “Posso dar uma vez agora?” perguntou Beatriz com um suspiro exasperado. Lucas cerrou os dentes. “Tudo bem. Já terminei por enquanto. Deixe pelo menos um pouco dele para mim quando eu voltar.” Ele jogou a faca para Beatriz. Ela pegou, o sorriso mostrando todos os dentes, presas à mostra. Mais gritos ecoaram enquanto Lucas saía.
Eles estavam em uma parte do castelo que Júlia ainda não tinha visto, uma piscina comunitária, onde alguns do círculo interno estavam. Seu Mestre estava sentado ao lado dela, Larissa do outro lado. Ela tomou um gole da bebida enquanto olhava ao redor. Do outro lado, Diego estava com Camila, rindo enquanto ela dizia algo para ele, enquanto os outros conversavam entre si. Camila olhou para ela e sorriu. Júlia sorriu de volta. Tiago não estava à vista, felizmente. Ela evitava olhar para Diego. Um tempo depois, seu Mestre e Larissa decidiram ir embora. Ela quis ficar, e ele permitiu, dizendo para voltar em cerca de duas horas com Bruna, que estava sentada em outro canto com Jamila. Mais relaxada agora, Júlia se recostou e olhou para o teto rochoso. Aquele lugar fora criado no subsolo, e ela achava fascinante. Depois de um tempo, pensou em nadar até Camila para conversar, mas ela tinha sumido. Diego ainda estava ali, sorrindo para ela. Ela desviou o olhar, mas já era tarde. Ele veio até ela. “Gosta deste lugar?” perguntou Diego. “…Sim”, respondeu Júlia, ainda sem olhar para ele. A proximidade trazia de volta as memórias do tempo que passaram juntos, mas ela não queria pensar nisso. “Diego, não. Lucas vai ficar irritado de novo”, disse Felipe, rindo. Sua pet, Patrícia, riu enquanto se agarrava a ele. “Ele já me deu permissão”, respondeu Diego.
A dor daquilo reverberou dentro dela. Antes que pudesse se proteger ou se afastar, ele pegou seu braço com gentileza e a puxou para perto, colando os corpos. Ela engoliu os protestos e ficou parada enquanto ele começava a beijar seu pescoço e clavícula. Apesar de tudo, apesar do constrangimento de sentir os olhares ao redor, uma parte pequena dela não conseguia parar de pensar no prazer que começava a sentir. Tinha algo na forma como ele a tocava, na forma como o corpo dele se encaixava no seu. “Jesus, arranja um quarto pelo menos, seu bicho nojento!” disse Elif atrás dela. Júlia corou, mas Diego riu, e ela percebeu que Elif estava falando com ele, não com ela. Ele a levou para fora da piscina e a conduziu até o bar no outro lado. “Quer outra bebida?” perguntou Diego, mas Júlia balançou a cabeça, cruzando os braços. Não queria álcool naquela noite e não ia começar agora. Os dois coquetéis sem álcool já bastavam. Ele pediu um shot para si, tomou de uma vez e se virou para ela. Levai-a para um canto fora da vista dos outros, pressionou-a contra a parede rochosa e beijou sua bochecha, descendo até a mandíbula. Ela não se mexeu mesmo com o desejo começando a surgir de novo, o aviso de Ethan voltando à mente. Talvez devesse inventar uma desculpa para ir embora, mas não conseguia pensar em nada naquele momento. “Alguma coisa te incomoda? Quer ir para algum lugar mais reservado?” perguntou Diego, se afastando um pouco e afastando o cabelo dela da orelha. Ela assentiu rápido. Pelo menos seria melhor.
Ele pegou sua mão e a levou até um quarto particular. Eles tinham até aquilo ali. Sentado em uma cadeira, puxou-a para o colo, as pernas dela abertas sobre as dele enquanto as mãos dele tocavam suas costas nuas, os dedos subindo para desamarrar o top de biquíni enquanto continuava beijando seu pescoço de forma tentadora. O aviso de Ethan diminuiu quando ele jogou o top no chão e ela percebeu que não queria que ele parasse. Olhando para o corpo dele, os dedos deslizaram pela pele até chegar à tatuagem. Júlia traçou o padrão. Tinha visto outras pessoas com tatuagens nos últimos meses e se perguntou se seu Mestre deixaria ela fazer uma também. “Isso tem algum significado?” perguntou finalmente. “Só um símbolo de muito tempo atrás”, foi tudo o que ele disse, voltando a beijar sua orelha. Júlia deixou para lá, inclinando a cabeça um pouco para trás quando ele desceu até a linha da mandíbula. Ela ofegou quando os dedos dele desceram e entraram nela, massageando seu clitóris. Ela se pressionou mais contra ele enquanto ele tirava a parte de baixo do biquíni. Depois que ela ficou bem molhada, ele a pegou no colo e caminhou até a cama. Deitou-a, ficou em pé sobre ela enquanto tirava o próprio short, depois a virou de bruços. A respiração dela falhou. Ele subiu na cama antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, abriu as pernas dela e ia entrar quando ela finalmente encontrou a voz. “Não—” Mesmo tendo feito aquilo com seu Mestre, raramente gostava. Não esperava que Diego parasse, mas ele parou. Um momento depois, se inclinou e beijou sua bochecha. “Você não gosta assim?” Júlia balançou a cabeça freneticamente. Ele a virou de novo, subiu em cima e entrou nela. Olhando para ele, ela tocou seu rosto, o polegar acariciando os lábios, querendo muito acreditar que significava mais para alguém. Tentou beijá-lo, mas ele começou a beijar sua bochecha, pescoço e ombro antes de ir até os seios. Ela ficou um pouco decepcionada, querendo saber como os lábios dele seriam nos dela, mas deixou passar. Especialmente quando ele começou a brincar com seus seios, a língua lambendo os mamilos eretos. Um momento depois, voltou para cima, sorrindo enquanto entrava nela. Provocando-a com beijos bem colocados perto dos lábios enquanto começava a se mexer. Não importava. Talvez devesse só focar no prazer. O tipo que fazia ela realmente querer aquilo, algo que Diego lhe dava sem amarras. Ele começou a se mover dentro dela num ritmo constante. Ela gemeu quando ele voltou a beijar seu pescoço. Fechou os olhos, aproveitando tudo, deixando as próprias mãos explorarem o corpo dele. O som de carne batendo contra carne enchia o quarto, misturado com o cheiro de suor e excitação.
Um tempo depois, ela caminhava sozinha de volta aos aposentos do Mestre. Diego tinha se certificado de que tomassem banho antes, dizendo que seu Mestre não gostaria que ela voltasse suja. Júlia corou de novo, mas afastou a humilhação. Junto com qualquer coisa que achava que sentia por Diego. Mesmo que ele tivesse notado a reação dela e tentado oferecer algum conforto, Júlia não podia se deixar enganar de novo. Ao entrar, encontrou seu Mestre sentado sozinho na mesa, franzindo a testa. O sorriso dela sumiu quando fechou a porta atrás de si. “Eu te disse para voltar em duas horas. Com a Mestre Bruna”, disse ele baixinho enquanto ela baixava os olhos. Sempre a deixava mais assustada quando ele falava assim em vez de levantar a voz. “Eu… perdi a noção do tempo…” “E a Mestre Bruna?” “Ela…” Deuses, o que ela deveria dizer? Ela realmente não tinha pensado em nada daquilo e nem sabia onde Bruna estava. Ele apareceu de repente na frente dela, levantou seu queixo para que olhasse para ele. “O que você estava fazendo, pet?” A voz firme ecoou alto na mente dela. A verdade saiu antes que pudesse resistir à compulsão. “Eu estava com o Mestre Diego.” Ele apertou mais o aperto, depois a soltou e recuou, apertando a ponte do nariz. “Certo… certo. Eu dei permissão para ele”, murmurou para si mesmo. Olhando para ela um momento depois, mandou que ela só fosse dormir. Ela obedeceu rápido, trocou de roupa e se enfiou debaixo das cobertas, torcendo para que ele não fosse atrás dela. Escutou atentamente, ouvindo os passos dele indo e vindo, até finalmente caminhar, supôs ela, para o próprio quarto e fechar a porta.
Diego estava deitado sobre ela de novo enquanto ela estava na cama do quarto. Sorrindo enquanto se inclinava, ele beijou seus lábios. Os braços dela subiram para envolvê-lo, ela o segurou enquanto ele rebolava os quadris contra os dela e ela gemeu. Beijando seu caminho até os seios, ele lambeu cada mamilo e ela arqueou as costas. Sentiu o sorriso dele enquanto continuava beijando mais para baixo. A língua dele a lambeu e as mãos dela agarraram o cabelo dele. As próprias mãos dele subiram para abrir mais as coxas dela. Ela gemeu quando finalmente gozou, sentiu ele subir de novo sobre ela e beijá-la com paixão, entrando nela enquanto fazia isso. E acordou suada. Olhando ao redor do quarto, viu que estava sozinha e o sol ainda estava fora. Deitou de novo, a respiração se acalmando depois de um momento. Tinha mesmo sonhado aquilo? Virando-se, Júlia fez uma careta quando sentiu a umidade entre as pernas. Levantou-se rápido e foi ao banheiro, limpou-se.
Júlia sentou na cadeira do estúdio, algumas outras pessoas ao redor fazendo tatuagens. Assim como ela estava prestes a fazer. Depois de tanto implorar para seu Mestre, ele finalmente cedeu. Tinha ficado um pouco animada no início, mas agora que estava realmente ali, estava um pouco nervosa ouvindo o som das agulhas perfurando a pele. Estava determinada a fazer a tatuagem, porém, as rosas brancas, amarelas e vermelhas, impressas no braço. Seria uma forma mais permanente de lembrar da família. Olhando ao redor, uma garota fortemente tatuada com cabelo preto e verde e olhos puxados olhou para ela. Sorriu e Júlia sorriu de volta.
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