Resumo:
Lia, uma terapeuta sexual, atende o casal Rafael e Camila Silva, que enfrentam dificuldades após um episódio traumático vivido por Camila. Durante as sessões, a profissional descobre que os dois trabalham com transmissões ao vivo de conteúdo adulto. A medida que o tratamento avança, Lia se envolve cada vez mais com o material compartilhado pelos pacientes e decide propor uma nova abordagem terapêutica baseada em terapia de exposição.
Os novos clientes da Lia se sentaram no sofá dela. Um homem branco e uma mulher, por volta dos vinte e poucos anos. O Sr. Rafael Silva e a Sra. Camila Silva. Ela os recebeu com um sorriso caloroso e um aperto de mão firme. Camila logo se encolheu no sofá. As pernas juntas, os ombros curvados para dentro. Não olhava direto para Lia, desviava o olhar para o canto da mesa. Rafael encarou Lia nos olhos com aqueles castanhos escuros e parecia não notar a ansiedade da esposa.
Lia começou com as perguntas habituais de triagem. Uma chatice que ela precisava se lembrar de não apressar. Resolver as questões legais, traçar o quadro geral, depois afinar. Pediu que eles explicassem por que procuravam terapia sexual e de casal.
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“Camila anda tendo dificuldade para transar”, Rafael começou. “Ela fica bem empolgada no começo, mas perto do final quer parar de repente.”
“Desde que fui estuprada”, Camila completou, baixo, mas direto. “Eu simplesmente não consigo… às vezes fica difícil.”
“Ah”, Lia soltou o ar. Um sorriso triste e solidário suavizou seu rosto. Já tinha atendido muitos clientes com histórico de agressão sexual. Sempre começava com a abordagem gentil e ajustava conforme a necessidade. “Infelizmente isso é bem comum…”
“Sim, mas nós somos atores pornô…”
“Trabalhadores do sexo online”, Camila interrompeu, mudando de posição.
“É, tanto faz. A gente transmite nossos atos sexuais. É uma das principais fontes de renda desde que Camila perdeu o emprego, então não dá pra continuar assim. Os fãs não querem ver meia apresentação.”
Camila apertou os lábios, mas não respondeu.
“Entendo. Isso com certeza gera estresse, mas acho que não ajuda pressionar Camila agora.”
“Já faz quatro meses.”
“Eu só não quero mais fazer as cenas mais pesadas e… gozar me deixa desconfortável, como se eu não estivesse no controle.”
“Então o que sobra?”
“Tá bom, chega. Vamos falar de limites rígidos e flexíveis. Camila, quais são as linhas que você não cruza neste momento?”
“Bem…”, os olhos dela marejaram. “Meu estuprador… ele me fodia como se quisesse me machucar. Me jogou contra a parede, depois no chão com tanta força que minhas costas ficaram roxas por semanas. Me estrangulou até quase desmaiar. Onde ele me agarrou ficaram marcas de mão. Depois que gozou dentro de mim, ele… me dedou e me tocou, fazendo tudo certo pra eu gozar também, antes de me deixar lá. Então tudo é meio difícil. O jogo bruto que eu gostava, se ficar dolorido demais, me lembra. Mas chegar perto do orgasmo também lembra, não importa como.”
Revelações na sessão
Lia se inclinou para frente, apoiando o queixo nas mãos entrelaçadas. Pretendia manter o olhar fixo em Camila enquanto ela contava, mas os olhos foram atraídos para Rafael. E para baixo. Rafael se mexeu e ajustou a calça, parecendo absorver a energia nervosa da esposa até Lia notar o contorno de uma ereção pressionando o short. Um calor súbito subiu no estômago dela. Ela cruzou as pernas com força embaixo da mesa. Ele estava ficando duro ouvindo a esposa falar do estupro. Será que não era a primeira vez? Será que Camila tinha voltado machucada e chorando, desabado nos braços dele para contar o trauma, e ele precisou se afastar para ir ao banheiro?
Lia engoliu em seco. Não julgava clientes. Era só uma resposta fisiológica involuntária. Ergueu o olhar e respirou fundo quando encontrou os olhos dele. O calor aumentou. Ela tinha tendência a ficar com manchas vermelhas no peito e esperava que não estivesse aparecendo agora. Pigarreou, desviou o olhar e voltou a se dirigir a Camila.
A primeira sessão sempre parecia curta. As apresentações e os dados básicos consumiam tempo e deixavam todo mundo com a sensação de que não tinha rendido o suficiente. Não foi diferente com os Silva. Ela tirou bastante informação deles, mas ainda não podia oferecer muito para trabalhar. Numa situação tão frágil, não queria oferecer soluções que pudessem piorar as coisas.
Quando eles saíram, ela se virou para o computador. Deixava um intervalo entre os atendimentos para organizar tudo. Os dedos hesitaram sobre o teclado. Abriu o navegador e digitou os nomes dos Silva. Depois de clicar em vários links e rolar por sites duvidosos, encontrou onde eles postavam trechos dos streams. Havia uma assinatura paga para ver ao vivo ou os vídeos completos, mas muito material estava disponível de graça. Não estava ligado aos nomes reais, mas o rastro estava ali se a gente soubesse onde procurar.
O estômago de Lia revirou. Parecia coisa de stalker, e era desconfortável. Ela nunca entrava nas redes sociais dos clientes. Nunca. Tinha que existir um limite para manter o profissionalismo, e era ali que ela traçava. Agora estava olhando miniaturas cheias de pele nua. Isso estava muito além do limite. Mas era só o trabalho deles, só um detalhe de contexto. O mouse se moveu devagar sobre as imagens com títulos longos e descritivos que ela definitivamente não estava lendo. Parou tempo demais e um preview dos frames começou a passar. Ela fechou a aba e soltou o ar.
Voltou ao arquivo digital que tinha aberto para os Silva e começou a anotar.
“Talvez eu deva transar com outras garotas por um tempo”, Rafael disse.
Cinco sessões depois e Rafael continuava direto e irritado como sempre. Lia achava que ele falava metade para provocar e metade porque realmente esperava um sim de Camila.
“Eu teria que pagar se dissesse que estão sendo filmadas, mas ainda sairia mais barato do que agora. Podia ser um especial para fãs. Deve ter alguma garota na plateia que topa de graça.”
“Nosso público é quase todo homem.”
“Bom, eu posso tentar.”
Era uns oitenta por cento provocação e vinte por cento esperança.
“Entendo que vocês tenham fatores extras a considerar, mas trazer outra pessoa quase nunca é a melhor ideia nesses casos”, Lia interveio. Tinha deixado a discussão esquentar enquanto observava o leve sorriso de desprezo no rosto de Rafael. Tinha assistido outro trecho de um vídeo deles na noite anterior. O link ficou tentador no histórico por duas semanas até ela ceder. Virou rotina mais rápido do que queria admitir.
O rosto de Rafael se contorcia em caretas e rosnados quando batia em Camila, quando a estrangulava, puxava o cabelo com força até ela gritar, enfiava um consolo grande demais na buceta enquanto fodia o cu com violência, segurava a cabeça dela no pau até engasgar e batia na coxa pedindo ar. Chega! Lia piscou e voltou para a sessão, na esperança de que eles não tivessem percebido a respiração irregular ou o calor no rosto. Mas a expressão era a mesma, e ela se perguntou por um instante se Rafael realmente odiava Camila quando fazia aquilo, se a encenação era real para ele.
Havia uma pulsação na virilha de Lia. Aquela excitação constante que preenchia ela em todas as sessões dos Silva ficou mais forte. Uma ideia surgiu.
Exposição e desejo crescente
“Acho que seria melhor, para ajudar Camila a superar o trauma, fazer um pouco de terapia de exposição. Vocês já ouviram falar nisso?”
O canto da boca de Rafael se ergueu um pouco mais e ele negou com a cabeça.
“Acho que sim”, Camila disse. “É expor a pessoa aos gatilhos para ajudar a superar, né? Mas eu já estou sendo exposta, esse é o problema.”
“Você entendeu certo. Se recriar um aspecto do trauma num ambiente seguro, ajuda a recontextualizar e perceber que o medo não era fundamentado. Brincadeiras consensuais com o parceiro amoroso são uma ótima forma de fazer isso, mas acho que precisamos mudar um pouco as coisas. Quero que vocês experimentem cenas de não-consentimento consensual. Representem um estupro neste momento não precisa ser muito parecido com o que você viveu e permitam que lutem, digam não, revidem. Deixem os sentimentos saírem sem se segurar esperando atuar prazer ou consentimento entusiasmado. Só usem uma palavra ou sinal de segurança que realmente signifique parar.”
Camila pareceu cética, mas não recusou. Rafael pareceu empolgado. A calça dele era de tecido mais grosso hoje, mas Lia ainda notou a protuberância crescer. O estômago dela deu uma volta. Eles tinham adotado o sistema semáforo, Lia supôs, embora Rafael nunca verificasse com Camila, então não se ouvia verdes. Amarelos eram raros. Alguns vídeos iniciais mostravam uns poucos, seguidos de Rafael metendo ainda mais forte depois, gemendo como se nada o deixasse mais duro. Mas Lia sabia que algo podia. Cada vermelho e havia muitos Rafael mal conseguia se afastar de Camila, e o pau saía tão duro que ela se perguntava se aquela pressão não doía. Ao recuar ou desligar a câmera, Lia via os olhos dele, negros e tempestuosos de raiva e desejo selvagem. Só conseguia imaginar como esse controle, deixando um desejo tão forte engarrafado, estava deformando ele.
Ela mordeu o lábio. Os quadris se moveram um pouco, pressionando contra a borda da cadeira. A respiração estava quente e pesada. Mas ela não se tocou. Quando foi ao banheiro e viu a mancha úmida na calcinha, disse a si mesma que era corrimento, nada mais.
Rafael oscilava entre satisfação e frustração nas sessões seguintes. A encenação de estupro estava fazendo algo por ele, mesmo que tivesse que se masturbar depois do inevitável vermelho. Lia sugeriu, talvez com entusiasmo demais, que conteúdo solo disso poderia ajudar a complementar a renda. Rafael fez cara feia e a repreendeu, dizendo que seria patético. Todo mundo saberia por que ele estava se masturbando sozinho. A esposa o rejeitava como se ele não bastasse. Lia pensou em explorar essa insegurança, mas ele não deu brecha. Tinha que estar sempre no controle.
Camila ficou mais quieta.
“Acho que isso não está funcionando”, repetia em loop, mas contribuía cada vez menos.
Lia também estava frustrada. Não transava havia semanas e a masturbação não estava satisfazendo como antes. Os olhos dela não paravam de ir para a virilha de Rafael. Continuava dizendo coisas só para ver aquilo crescer. Puxava mais detalhes do estupro de Camila. Ela tinha suportado a violência sem chorar, mas desabava em soluços quando gozava. Ele passou uma faca pela barriga e pelo pescoço dela, dizendo que queria abrir ela como peixe, enquanto metia na buceta, mas nunca cortou de verdade. Antes de se contentar em dedá-la até o orgasmo, ele tentou inutilmente ficar duro de novo enquanto ela ficava lá, apavorada de que conseguisse.
Lia dobrou uma perna embaixo do corpo e se esfregou contra o salto firme do sapato enquanto Rafael se remexia e respirava pesado. Despediu-se deles, todo mundo insatisfeito.
Depois de terminar todos os atendimentos do dia e salvar as anotações, ela parou antes de desligar o computador. Entrou na página dos Silva e voltou para antes de eles procurarem ela, antes de Camila ter sido estuprada, e encontrou um vídeo que ainda não tinha assistido. A excitação mal contida explodiu só com a miniatura. Rafael empurrava Camila com o rosto contra o chão. A bunda dela estava vermelha; talvez houvesse linhas finas de sangue. Provavelmente tinha levado com o cinto de Rafael. Ele estava completamente nu, o que era mais raro nele do que nela, e posicionado para entrar na buceta exposta. Lia clicou. O som de couro estalando na carne logo a cercou. Os gemidos de Camila vinham misturados com dor. Rafael estava mais silencioso, na maior parte do tempo. Falava putaria o tempo todo, com habilidade variável, mas as vocalizações eram basicamente grunhidos e gemidos masculinos. Lia achava que ele fazia isso de propósito, achando mais másculo. Mas quando enterrou o pau na buceta de Camila e espalhou gotículas de sangue com uma tapa forte na bunda, ele estava gemendo. Um gemido escapou também dos lábios de Lia.
Se mantivesse a compostura, conseguiria se convencer de que era por trabalho, não por prazer. Então normalmente só assistia, quieta e latejando, encontrando formas sutis e inocentes de se esfregar em alguma coisa. Depois, se estivesse em casa, assistia pornô de alguém que não fosse paciente e chegava a um orgasmo decepcionante. Mas o som do gemido dela, junto com os gemidos graves de Rafael e os gritos dramáticos de Camila… ela abriu o zíper da calça social e enfiou a mão na calcinha molhada. Não conseguia tirar os olhos dos quadris de Rafael. Sabia que se olhasse para o rosto, os olhos ainda não estariam escuros e cruéis como ela imaginava. Aquela bunda firme contraindo a cada estocada, as unhas cravando na carne já vermelha de Camila, o pau grosso e brilhante que só via em segundos breves, era tudo de que precisava. Ela pressionava contra a cadeira. A cabeça tombou para trás e os olhos se fechavam de prazer antes de ela forçá-los a abrir para não perder nenhum frame. Enfiou três dedos fundo em si mesma e deixou a outra mão cuidar do clitóris. Encontrou os pontos de sempre, mas os atacou com uma ferocidade nova. As bordas das unhas arranhavam, trazendo fisgadas de dor que ela não se importou. Pensou que era só uma fração do que Camila estava levando. Perguntou-se se Camila teria queimaduras de tapete no rosto no próximo vídeo ou se os cortes pequenos na bunda ainda apareceriam com crostas escuras no meio do inchaço e dos hematomas amarelados que ela costumava carregar de um vídeo para o outro.
Foi rápido demais. Lia estava chegando mais rápido que os outros dois. Queria gozar com eles. Queria se sentir lá, transformando os gemidos de Camila em choros e lamúrias no final, guiando os quadris de Rafael num ritmo mais rápido e mais violento. A mão dela apertaria o pescoço dele, pressionando a maçã de Adão, para vibrar junto com os gemidos. Avançou o vídeo até eles estarem tão perto quanto ela, perdendo o ritmo só por um instante.
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“Sim, sim”, Rafael gemia entre os dentes junto com uma sequência de xingamentos. “Vadia, puta, vadia inútil de merda”, tudo misturado em sons sem sentido entre ruídos de prazer. Camila empurrava de volta contra ele. As costas tentavam arquear e a cabeça tentava levantar, mas Rafael batia tudo de volta para baixo. Os nós dos dedos estavam brancos onde seguravam o cabelo. A outra mão batia na bunda dela repetidamente como se nunca pudesse ser forte o suficiente para satisfazer. Com um gemido selvagem, ele jogou a cabeça para trás e cravou em Camila ao gozar. Puxou ela pelo cabelo. Ela gritou e convulsionou no orgasmo. A barriga e os seios pesados tremeram.
Lia enfiou mais fundo.
“Meu Deus, sim! Sim!”
Ela não usaria as palavras de Rafael, mas sabia que olhava para Camila do mesmo jeito um pedaço de carne gostosa, um brinquedo para o prazer dela. O que Rafael não sabia era que ele também não era nada além disso. Pau e bunda e uma veia má que bastava para deixá-lo interessante. Carne brilhante.
Ela gozou de um jeito que encheu o corpo inteiro, pela primeira vez em semanas. Deitou para trás e puxou o ar enquanto o prazer ainda latejava. Na tela, Rafael também ofegava. O torso inteiro subia e descia com o esforço. No chão, Camila rolou para a barriga, brilhando de suor e parecendo completamente fora de si.
Enquanto isso, a mente de Lia clareou como vidro. Ela sabia o que a próxima sessão com os Silva envolveria. Eles finalmente iam romper a frustração. Antes de sair à noite, pediu algumas câmeras de botão da melhor qualidade que encontrou.
Lia estava serena enquanto esperava os Silva, as mãos entrelaçadas sobre a mesa. Esperava que a certeza fosse embora junto com os últimos vestígios do orgasmo, mas a convicção só tinha crescido. O casal sentou nos lugares de sempre, nas pontas opostas do sofá. Camila vinha se afastando cada vez mais de Rafael a cada atendimento. Uma onda de excitação abriu um sorriso no rosto de Lia. Eles iam fechar essa distância hoje.
“Sei que ainda não estamos vendo os resultados que queremos, mas tenho uma boa ideia de como avançar hoje.”
Os olhos de Camila piscaram rápido para Lia antes de voltar a encarar o vazio. Manteve os braços cruzados e a linguagem corporal fechada, mas Lia viu um lampejo de interesse naquele olhar. Esperança frágil, até. A buceta dela apertou enquanto a imaginação tentava correr solta. Estava se adiantando, embora achasse ter visto reconhecimento curioso nos olhos de Rafael. Ele adivinhou o que ela estava pensando?
“Eu simplesmente não tenho visão suficiente da dinâmica sexual e do relacionamento de vocês. Sei que conversamos, mas vocês nem sentam perto o suficiente para se tocar aqui. Não dá para sentir o relacionamento físico entre vocês. Seria mais fácil entender onde a coisa quebra se eu pudesse ver.”
A curiosidade nos olhos de Rafael virou excitação e divertimento sombrio. Ele gostava do jogo que Lia estava jogando, mesmo sem entender ainda o tamanho dele. Camila não compartilhava do sentimento.
“Você quer que a gente, o quê? Segure as mãos? Um aperto de mãos?”
Rafael bufou uma risada.
“Nosso problema é sexo, gata. A gente precisa foder. E deixar a psicóloga aqui assistir.”
Ele deu um sorriso torto para Lia. Talvez esperasse que as palavras diretas a fizessem corar e recuar, mas ela só lambeu os lábios e sorriu de volta, doce.
“Na frente dela? Não… assim não funciona”, Camila disse. Mas tinha virado um pouco para Rafael e os ombros se afastaram da inclinação habitual para dentro. Ela tinha as tendências exibicionistas mais fortes. Nos vídeos em que transavam fora de casa ou com gente por perto, era ela quem iniciava. Além disso, foder na câmera todo dia não podia ter deixado ela tão pudica em ser observada.
“Não é diferente do que a gente faz todo dia”, Rafael retrucou.
“Tem que ser diferente se a gente está pagando ela, e não o contrário. Ela é profissional, não fã.”
“É, então não se preocupe. Ela vai ser bem profissional. Vamos!” Rafael se levantou e, num movimento só, foi até Camila e começou a abrir os botões da blusa dela.
“Rafael! Para!” Ela empurrou o peito dele, sem conseguir movê-lo.
“Você sabe a palavra de segurança.”
Rafael puxou os braços dela para tirar a blusa e jogou no canto. Camila cruzou os braços sobre o peito.
“Eu tô falando sério! Não!”
Rafael puxou ela do canto do sofá o suficiente para apoiar os joelhos no móvel, prendendo as pernas dela entre as dele. Passou a mão pelas costas, forçando entre as costas dela e o estofado, e abriu o sutiã com facilidade. Ela segurou as taças e lutou para mantê-las contra os seios. Rafael deu um tapa na cara dela, fazendo-a gritar. Depois arrancou as mãos do peito, desenrolou o sutiã e tirou. Segurou os dois pulsos dela com uma só mão, acima da cabeça. Sorriu para o rosto desafiador. Com força suficiente para empurrar a cabeça dela para trás e expor a garganta pálida, ele a beijou.
“Hmmm!” Camila soltou um protesto sem palavras. Os olhos arregalados fixaram em Lia enquanto Rafael a mantinha no beijo. Imploravam ajuda. Lia sentiu uma onda de prazer ao manter o contato visual com indiferença clínica e não se mexer de trás da mesa.
Rafael se afastou e os dois ofegaram quando as línguas se separaram.
“Viu? Eu sei o que você quer”, Rafael debochou. A mão livre apertou os seios pesados e bonitos de Camila. Lia sentiu uma fisgada de simpatia no próprio peito pequeno. Os mamilos dela pediam atenção. Mas por enquanto ela era só observadora.
“Vai se foder!” Camila gritou, e havia raiva de verdade ali. Cuspiu no rosto de Rafael e, quase antes de Lia registrar, Rafael deu outro tapa. A bochecha dela ficou rosa.
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