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Tiago ficou com medo de foder a Beatriz depois de comer ela de quatro

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Resumo:

Tiago e Beatriz se entregam a um encontro físico marcado por tensão e desejo contido. Ele a observa com intensidade, ao mesmo tempo que hesita em avançar, temendo perder o que acaba de conquistar. Quando finalmente a possui por trás, o contato revela camadas de vulnerabilidade e intimidade que vão além do ato em si. O ritmo aumenta, mas Tiago mantém o foco em proporcionar prazer a ela antes de se permitir alcançar o próprio clímax. No fim, os corpos permanecem unidos, sugerindo que a conexão entre eles pode se repetir.

Tiago observa Beatriz como se ela fosse algo etéreo, brilhando de suor, a pele com um tom quase fantasmagórico, exceto pelo rubor que sobe desde o queixo. Saber que foi ele quem provocou isso, que conseguiu fazer algo nascer nela, mexe com ele de um jeito sujo. Ele quer morder a garganta dela, deixar marcas roxas na coluna de mármore. Beatriz o observa como um cervo vendo um caminhão se aproximar: olhos arregalados, parada, só o peito subindo e descendo rápido. Está desconfiada, com medo do que ele vai fazer com essa parte dela. Assustada por mostrar até mesmo essa suavidade.

E ela é macia. Como veludo. Como mel. Ele sabia que seria.

Uma versão semelhante está disponível em a versão francesa para leitores franceses.

Por um segundo, logo depois, ela o viu levar os dedos sujos dela até a boca. Algo se abriu dentro dela. Uma porta entreaberta. Ele viu que ela gosta de flores, que gosta de colhê-las. Talvez fizesse isso quando era criança, o cheiro limpo da seiva nas unhas. Depois sumiu. No lugar dela, ergueram um muro de tijolos.

Corpos em contato

Beatriz é linda de um jeito idiota. Mas não deixa ele falar isso. Só deixa ver quando está completamente destruída. Tiago tem medo de transar com ela. Medo de ter e perder logo em seguida. Depois disso, não tem mais cartas na manga. Não sabe como fazer ela voltar, como impedir que queira fazer isso com outra pessoa. Aí ele se aproxima de uma vez, ombros curvados em volta do corpo dela, rosto enterrado no cabelo. Inspira fundo. O gosto é igual ao cheiro, só que menos doce, liso e preguiçoso no paladar. Quer sussurrar contra a mandíbula dela, dizer o quanto ela é bonita, o quanto ele a quer a ponto de doer. Quer perguntar que flores ela gosta e como precisa ser tocada. Talvez não isso. Prefere descobrir sozinho. Quer traçar os contornos dela, mapear tudo e depois mostrar o que encontrou. Mas sabe que isso vai assustá-la demais. Então fica quieto.

Ficam talvez um minuto flutuando no tempo e no espaço, só respirando um o outro. Ele respira ela. Beatriz recupera o fôlego depressa demais. Ela quer tudo rápido. Quanto mais ele tem, mais quer ir devagar. “Tiago”, ela diz, insegura, a voz estranha ao redor do nome dele. Ainda não soa natural pra ela. “Hum…”

Ela se mexe embaixo dele e uma parte convexa do corpo dela roça na ereção dele. Um calor cortante o atravessa de novo. Porra. Tarde demais ele percebe que ela tirou o sutiã. Um som rouco sai dele quando os mamilos duros tocam o peito. Beatriz está completamente nua embaixo dele. A calcinha ainda está enrolada nos dedos dele. Ele empurra ela pra debaixo do travesseiro ao lado da cabeça dela e guarda o lugar na memória pra revisitar depois. Quando finalmente consegue olhar pra ela, Beatriz continua o observando com atenção, um pouco confusa. Acho que ela está influenciando ele, porque sente vontade de se esconder, abalado pela própria reação. Em vez de descer a boca pra lamber a parte de baixo do seio como quer, segura a cintura dela com as duas mãos e vira.

“O que você está fazendo?”, ela pergunta, mas rola fácil pro lado, depois de bruços. “Vai ser melhor assim”, murmura contra a lâmina branca do ombro. “Mais fácil de me receber.” Não quer dizer só no sentido físico. Acha que Beatriz vai conseguir relaxar mais se ele não estiver vendo o rosto dela, mesmo querendo desesperadamente. Precisa saber que flores ela gosta, mas promete a si mesmo que não vai ser a última vez que vai vê-la gozar. Não pode ser. Dá beijos abertos e mordidas leves nas costelas, nas covinhas embaixo da coluna, nos oblíquos, enquanto tira o resto da roupa. Os dois soltam um suspiro quando o pau dele deixa um rastro quente de lubrificação numa das nádegas.

“Pronta?”, respira, erguendo a cintura dela numa posição indecente, puramente carnal, que faz o corpo dela afrouxar de um jeito que ela não conseguia permitir antes. Só sexo, quase consegue ouvir ela pensando. Nada além disso. É mais, ele implora, dentes cerrados. Tem que ser mais. Beatriz vira o rosto de lado contra o lençol. “Eu achei que você fosse o especialista nisso.” Ele faz um som divertido, satisfeito por tê-la de volta com ele, pelo menos mais parecida com ela mesma, mesmo que não esteja aberta como ele precisa. Essa parte dela também é um presente. Em vez de responder à provocação, entra nela devagar. A respiração dela falha e ela esconde o rosto de novo. Ele afunda mais. Não deveria se surpreender com o quanto ela está molhada. Não se surpreende. O que o pega é a sensação. O quanto é gostoso. Fala o nome dela e não basta. Solta um “porra” longo e indecente. Aí está completamente dentro, a parte de trás das coxas dela pressionada contra a frente das dele.

Impulsos e gemidos

Os polegares dele acariciam as nádegas. O gesto vira um convite pra ele passar as palmas por toda a pele que consegue alcançar: os músculos delicados dos lados da coluna, o vão macio entre as costelas e o quadril. Odeia não conseguir ver o rosto dela, pressionado contra o lençol, só o emaranhado de cabelo escuro caindo sobre a nuca, expondo a parte de trás do pescoço. Olha aquela região nova e a mandíbula logo começa a doer com aquela vontade conhecida. Com mais disciplina do que achava que ainda tinha, desvia o pensamento de morder os dois lados daquela vértebra mais alta e faz um impulso curto dentro dela, trazendo toda a atenção de volta pra sensação absurda. Foco, se repreende. Você está ficando ganancioso. O pau dele estoca mais fundo, sentindo a buceta dela apertar ao redor, quente e encharcada, o cheiro de sexo misturado com suor preenchendo o quarto. Beatriz geme baixo, o som abafado pelo lençol, e ele aumenta o ritmo, metendo com força, a carne batendo contra a carne, o som molhado ecoando. “Mais forte, caralho”, ela ofega, virando o rosto um pouco, e ele obedece, investindo mais fundo, os dedos cravando na bunda macia dela. O calor sobe, o suor escorre entre os corpos, e ele sente o orgasmo se aproximando, mas segura, querendo que ela goze primeiro, o pau latejando dentro da xoxota apertada.

Ele lambe a nuca dela, saboreando o sal do suor, e acelera as estocadas, uma mão descendo pra esfregar o clitóris inchado. Beatriz arqueia as costas, gemendo alto o nome dele, o corpo tremendo quando o orgasmo a atinge, a buceta apertando e pulsando ao redor do pau. Só então ele se permite gozar, explodindo dentro dela com um gemido rouco, o leite quente jorrando, o corpo estremecendo com o êxtase. Ficam assim, colados, respirando pesado, o calor dos corpos se misturando, e ele sabe que quer repetir isso muitas vezes.

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Autor

  • Cassandra Rios

    Cassandra Rios escreve em português brasileiro desde 2018. Mulher de São Paulo, ela mistura fantasia, e realismo para criar histórias onde cada personagem é adulto e consentente. Duas novas histórias publicadas todos os dias em ContosX.br.com.

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