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Eu virei espiã e agora preciso transar com o nerd do Starbucks

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Resumo:

Larissa Mendes recebe uma ligação do Sr. Silva, que a convoca para uma nova missão de espionagem. O alvo é Bruno Mallon, um engenheiro de 31 anos que trabalha em uma startup em Bloomington e frequenta um Starbucks próximo de casa todas as manhãs. Larissa descobre que precisa se aproximar dele, possivelmente de forma íntima, para obter informações confidenciais sobre a empresa onde ele trabalha. O dossiê revela que Bruno é um homem solitário, apaixonado por jogos de tabuleiro e cultura geek, com pouca experiência em relacionamentos. A aproximação deverá começar no café, onde ela planeja criar o primeiro contato.

A primeira neve do ano caiu molhada e pesada sobre as ruas de Minneapolis. Larissa Mendes resolveu sair para caminhar até o mercado mais perto e comprar mantimentos. Afinal, ninguém se acostuma ao inverno de Minnesota ficando em casa e olhando pela janela. Ela voltou com uma bolsa cheia de comida fresca e um sorriso no rosto, desafiando o frio a fazer o pior.

Contato inesperado

Faltavam poucos metros para a porta de casa quando ouviu passos correndo atrás dela. Antes de conseguir se virar, alguém bateu forte nas suas costas e ela caiu de cara no gramado entre a calçada e a rua, coberto de neve derretida. Os mantimentos voaram, o celular também. O homem que a derrubou seguiu em frente, e logo depois outro passou correndo atrás dele. Larissa ficou ali deitada por um instante, gelada e encharcada, depois se levantou e começou a recolher as coisas. Foi nesse momento que o celular tocou. Número desconhecido. As férias tinham de acabar em algum momento. Ela suspirou, atendeu e disse: “Alô.”

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A voz conhecida, disfarçada, perguntou: “Você é Larissa Mendes?” “Ah, por que não.” “Você parece cansada.” “Só estava fazendo anjo na neve. Com quem eu falo?” “É o Sr. Silva. Faz tempo. Como você está?” “Bem, na verdade. Sem ofensa, mas minha vida está muito melhor sem vocês por perto. Porra, meu manga foi esmagado.” “Por que você levou um manga para fazer anjo na neve?” “Você já fez anjo na neve? É trabalho que dá fome.”

“Acho que sua técnica é diferente da minha. De qualquer forma, obrigado. Fico feliz de falar com você de novo também.” “Olha, estou na rua, molhada, e não do jeito bom, e preciso levar isso pra dentro. Me liga em quinze minutos?” “Feito. A gente conversa então.” Larissa entrou correndo no prédio, subiu para o apartamento, tirou a roupa molhada, guardou as compras, tomou um banho quente rápido e se enrolou numa toalha felpuda nova. Sentou no sofá, esperando descobrir qual seria o novo problema. Quando o celular tocou de novo, ela atendeu: “Pizzaria Larissa Mendes. Retirada ou entrega?” “Você está diversificando, disse a voz disfarçada. “O mundo é meu. Então, imagino que vocês já não acham que alguém está me seguindo.”

“Não teve sinal de que alguém esteja investigando você. Acho que estamos livres. Continue sendo a garota do Instagram e vai dar tudo certo.” “Pode deixar. Fiz um post que viralizou um pouco esses dias, modelando roupa de treino, mostrando pele e músculo. Talvez consiga até um patrocínio.” “Espero que dê certo. Renda extra nunca é ruim.” “Se eu crescer nas redes, vocês me deixam sair da agência?” “Você pode sair quando quiser. Só que sua posição é muito útil pra gente e abre muitas portas pra você.” “Ou seja, não. Sou prostituta pra sempre.” “Você parece gostar do trabalho, então de nada. Aconteceu alguma coisa divertida desde a última vez que a gente conversou?”

“Quer dizer, uns minutos atrás? — ela respondeu, seca. “Não, sua esperta. Desde dois de novembro.” “Ah. Sabe, o de sempre. Tive minha primeira cliente mulher, casada, no armário e já virou fixa. Fiquei loira pra caralho, passei uma semana nas Bahamas com um cliente, levei um estupro e quase uma surra de dois policiais corruptos em Nassau, comprei maconha pela , tenho um cliente que parece estar se apaixonando por mim, e é rico, e comprei uma BMW nova à vista… Ah, e passei um mês e uma semana preocupada achando que algum idiota ia aparecer do nada pra me matar por causa de uma merda que vocês me mandaram fazer. E você?” “Levei minha cachorra no pet shop essa semana. Agora ela tem um lacinho rosa na coleira que não me deixa tirar.” “Uau. Que agitação.”

“Eu vivo no limite. Mas falando sério, Larissa, como você está?” “Bem. Quando digo que não ter que lidar com vocês por um mês baixou meu estresse, é verdade. Acho que conseguiria amar minha vida se não fosse por vocês.” “Grossa.” “Ajudaria se eu colocasse um lacinho rosa na sua coleira?” “Rosa não é minha cor. Além disso, minha coleira tem muitos espinhos de aço inoxidável.” “E eu aqui imaginando você com um colar de renda.” “Sinto muito te decepcionar. Quais são seus planos pro dia de hoje?” “Saio daqui a meia hora pra escalada e almoço com uma amiga, depois tenho jiu-jitsu à tarde e trabalho à noite.”

“Você vai conseguir manter a escalada e o almoço. O resto é duvidoso.” “Eu gastei tudo no carro, Sr. Silva. Preciso mesmo trabalhar hoje.” “Então é melhor aprender rápido. Vamos mandar um mensageiro até seu apartamento essa tarde com um pen-drive que tem o dossiê do seu alvo.” “Já aviso: se quiserem que eu mate alguém, é melhor avisar os promotores da Flórida. Prefiro estar presa a carregar outra morte na consciência.” “Você sempre é tão dramática. Não é nada disso. Seu alvo é um homem que tem informações que precisamos, e ele morto ia complicar tudo. Você vai se aproximar dele e chegar o mais perto possível, começando já.” “Que maravilha, Sr. Silva. Simplesmente maravilhoso.”

“Qual é o problema? A armadilha de mel é o papel clássico de uma espiã.” “Eu não quero ser espiã! São vocês que estão me empurrando pra isso.” “Você está virando uma membro valiosa da equipe, Larissa. Não daríamos essa missão se não achássemos que você dá conta.” “Não dá pra expressar o quanto isso me deixa lisonjeada. Como eu vou encontrar esse cara?” “Estude o dossiê. Temos certeza de que um jeito de se aproximar vai aparecer.” “E se não aparecer?” “Se não aparecer, você é bem menos esperta do que a gente acha.” “Então é óbvio?” “Deveria ser, e sua carreira te deixa na posição ideal pra isso.” “Então vocês esperam que eu transar com ele?” “Se for necessário, ou se você quiser. Pra ser sincero, vai ser de longe o jeito mais fácil de ganhar a confiança dele.”

“E por que eu preciso da confiança dele? O que vocês esperam que eu faça depois?” “A gente te avisa.” Ela respirou fundo e soltou o ar num suspiro longo. “E vocês não esperam que eu seja violenta com ele?” “Claro que não. Isso só chamaria atenção pra você e pra gente.” “E depois que eu passar por todos os aros que vocês colocaram? O que eu faço com ele?” “Aí você faz o que quiser. Ele não vai servir mais pra gente depois disso.” “Vocês são uns filhos da puta às vezes.” “Não posso discutir.” “Merda. Eu volto aqui por volta das duas, serve?” “Serve. Só não se atrase.”

Ela tentou tirar aquilo da cabeça enquanto escalava com Jacey, que ainda reclamava das novas tetas atrapalhando, mas ficou distraída no almoço. Quando Jacey insistiu, ela admitiu que tinha uma nova tarefa dos Chamadores e que não gostava, mas não deu mais detalhes. Exatamente às 14h17 ela estava na porta do prédio assinando o recebimento de um pacote pequeno entregue por um mensageiro. Subiu, abriu, pegou o pen-drive e conectou. Hora de estudar. O alvo era um cara chamado Bruno Mallon, todo mundo chamava de Bruno —, natural de Bismarck, Dakota do Norte, que estudou engenharia mecânica na Universidade de Minnesota, em Minneapolis. Tinha 31 anos e morava numa casa própria logo ao norte de Dinkytown.

Isso chamou atenção dela. Dinkytown ficava dentro do campus da universidade, era o centro da vida estudantil, com bares, serviços e casas de fraternidade. A maioria das casas ao redor pertencia a professores ou era alugada por grupos de estudantes. Curioso. Depois de se formar, ele arrumou um emprego projetando peças para robôs de fábrica num salário ruim numa empresa ao sul das Cidades Gêmeas, em Shakopee. Na época alugava um apartamento em Chaska. Quatro anos atrás foi recrutado por uma startup de engenharia chamada Hedgefield, em Bloomington, a meio quilômetro do Mall of America. Em vez de morar perto do trabalho, comprou casa perto de Dinkytown, a uns quarenta minutos de carro no horário de pico. De novo, curioso.

Era hétero, nunca tinha casado nem tido um relacionamento sério. Das poucas namoradas, a mais longa durou uns cinco meses na faculdade. Estava em vários apps de namoro, mas entre todos só tinha saído uma vez. Nos perfis dizia que procurava alguém que jogasse videogame e curtisse cultura geek. Provavelmente não era virgem, mas era totalmente inexperiente. Seria fácil conquistá-lo, se ela quisesse. Com uma careta, olhou as fotos. Branco, aparência comum, cabelo castanho-claro na altura dos ombros, liso, caindo nos lados de um rosto nem bonito nem feio: tinha maçãs do rosto boas, mas o queixo saía demais e os olhos azuis eram fracos e úmidos, como se ele estivesse sempre triste. Talvez estivesse. Tinha barriga, mas não era gordo. O dossiê dizia que comia bem por meio de serviço de entrega de refeições, mas nunca fazia exercício.

A vida social dele dependia mais de encontros presenciais do que a da maioria. Além de sair uma vez a cada poucas semanas pra tomar cerveja com os colegas de trabalho, tinha dois compromissos fixos por semana, ambos pra jogar. Nas terças jogava Marvel Champions, um card game colecionável, e nas quintas jogava Battletech, um jogo de miniaturas/RPG sobre gente lutando dentro de robôs gigantes. Os dois eventos aconteciam numa loja de quadrinhos e jogos muito conhecida. Aos sábados à noite jogava Dungeons & Dragons pela internet com um grupo de amigos da faculdade. O dossiê trazia um levantamento bem detalhado dos hábitos na internet. Ela procurou tempo gasto no “manosphere”, aquele poço de masculinidade quebrada, tinha medo de que ele fosse incel —, mas não achou nada que indicasse isso. Os hábitos dele giravam em torno de cultura geek, com foco nos jogos que praticava, além de discussões sobre anime e filmes de super-heróis.

Ele pintava as miniaturas de Battletech e postava fotos dos resultados. Ela não conseguiu evitar ficar impressionada com o detalhe e o cuidado que ele colocava nisso. Tinha hábito de pornô, claro, mas era tudo bem comum: muito sexo vanilla, com foco em vídeos que tinham bastante atuação e história, além das fantasias padrão de homem como lésbicas, ménage feminino, sexo anal, teens e MILFs. Nada que ela não pudesse providenciar, se fosse preciso. A única coisa um pouco fora do comum era que ele parecia ter fetiche por sexo em público, escadas, estacionamentos, banheiros públicos, becos —, a ideia de transar num lugar onde pudesse ser pego parecia excitar ele. Bom. Ela podia dar isso também.

A presença dele nas redes sociais era discreta. Tinha uma conta no Instagram que nunca usou para postar, mas seguia várias dezenas de contas de atrizes pornô e garotas de Instagram. Era ativo em alguns cantos educados do Reddit onde as pessoas falavam de filmes clássicos que ela nunca tinha ouvido falar. Menos ativo no Mastodon e no Telegram; as postagens eram sobre atualidades e mostravam que ele tinha opiniões parecidas com as dela. Isso ia facilitar a aproximação. Ela estava montando o quadro, e olhar de novo as fotos confirmou. Não era exatamente tímido, mas era desajeitado com mulheres, e os anos dourados dele tinham sido na universidade. Voltou pra lá tentando recuperar um pouco daquela alegria, mas não estava integrado socialmente no bairro, provavelmente porque os estudantes achavam estranho um cara da idade dele tentando se misturar. Estava solitário por companhia feminina e queria uma mulher que dividisse suas paixões.

Ela já tinha conhecido caras assim em encontros, caras que nunca tinham sido realmente vistos por uma mulher. Mesmo as poucas namoradas que Bruno teve no passado quase certamente nunca o tinham visto de verdade. Se uma mulher, especialmente uma jovem atraente como ela, tratasse um homem assim com compaixão, ouvisse de verdade e desse o que ele queria, ele ficaria nas mãos dela. Começava a fazer sentido o motivo de terem dado essa missão pra ela. Ela leu a história da família. Era o caçula de quatro irmãos, e os mais velhos eram todos atletas; os pais preferiam eles e praticamente o ignoravam. O pai era alcoólatra até uma noite de setembro, quando Bruno tinha onze anos, e aparentemente confundiu o acelerador com o freio e bateu num poste a uns 140 km/h. Como não estava usando cinto, o resultado foi o esperado. A mãe era uma mulher estridente, desagradável, mandona e rigorosa, que morreu de câncer de esôfago metastático dois anos antes.

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O irmão mais velho virou operário nos campos de petróleo de Dakota do Norte, o outro era caminhoneiro de longa distância, e a irmã administrava uma academia de karatê em Sausalito. Pelo que dava pra saber, ele não falava com nenhum deles desde o funeral da mãe. Crescendo, ele tinha poucos amigos, porque o bairro onde morava não era receptivo com jovens quietos e intelectuais que preferiam atividades mentais às físicas. Sofria bullying com frequência e socializava quase tudo pela internet com gente que pensava igual. No anuário do último ano do ensino médio, não tinha as lembranças carinhosas que a maioria dos alunos tinha; ao lado da foto dele estavam seis palavras: “Eu nunca mais volto pra cá”. Exceto pelo funeral da mãe, ele pareceu ter cumprido aquela promessa.

A empresa onde ele trabalhava, a Hedgefield, tinha sistemas difíceis de acessar, então não havia informações no pacote. Ela olhou o site deles, que só trazia frases vagas sobre soluções de segurança de ponta, o que podia significar qualquer coisa, de alarmes residenciais a contratos militares. Duvidava que fossem alarmes residenciais. O dossiê não dizia o que os Chamadores queriam da empresa ou de Bruno. Não tinha muito mais. A rotina dele nos dias de semana era simples: parava no Starbucks perto de casa, comprava um Venti Guatemala Casi Cielo com dois shots de espresso e um bagel torrado simples com cream cheese, depois lia as notícias e as redes por meia hora; ia pro trabalho, turno das 9h às 17h30 (embora muitas vezes ficasse uma ou duas horas a mais); depois ia pra casa ou pra loja de jogos e depois pra casa. Nos fins de semana, só o jogo de sábado e alguns recados.

A única forma de se aproximar era pelo Starbucks. Felizmente, ela podia inventar um motivo fácil pra estar lá quando ele estivesse, porque a academia dela não ficava tão longe assim. Ela odiava Starbucks, mas tinha algumas coisas que conseguia beber; o chocolate quente não era horrível e combinava com a estação. Então, na segunda-feira ela pararia lá pra fazer contato visual e piscar os cílios. Tinha certeza de que ele ficaria interessado. Depois era só escolher o dia de ir à loja de jogos e “sem querer” topar com ele. Quando terminou de ler o dossiê e montar a estratégia, já eram 19h e ela estava tão pra baixo que não conseguiu trabalhar. Passou no drive-thru do Taco Bell, voltou pra casa, comeu dois gummies de maconha e bebeu tequila demais. Dormiu no sofá assistindo a um replay antigo de M*A*S*H.

O domingo foi corrido porque ela quis que fosse corrido. Academia e igreja passaram sem incidentes, exceto que os Theisen a apresentaram pros poucos jovens solteiros que frequentavam a First Congregational. Eram cinco, mais ela, e todos pareciam simpáticos. Combinaram de se encontrar num Applebee’s em algum momento depois das festas. Depois da igreja e de um almoço leve, ela decidiu que podia ou estudar o dossiê do pobre Bruno Mallon ou ir trabalhar mais cedo. O dossiê seria a escolha responsável, mas também a deprimente, então ela ficou disponível pra chamadas a partir das 13h30. Acabou sendo um dia lucrativo porque os Vikings ganharam dos Seahawks e os homens estavam com vontade de comemorar. Uma chamada atrás da outra a manteve ocupada, chupando e montando em paus até ela encerrar a noite às 23h; a conta bancária ia agradecer.

A segunda-feira chegou cedo demais. Era um dia ventoso sob um céu cinza, frio mas não gelado, pelo menos pro dezembro de Minnesota —, e alguns flocos de neve caíam na escuridão antes do amanhecer. Ela tinha escolhido o visual com cuidado: um suéter grande e confortável, jeans skinny e botas de sola grossa pra enfrentar o inverno. A maquiagem era leve, do tipo que fazia muitos caras acharem que a garota não estava usando nada. Bruno tinha uma rotina matinal imutável e sempre chegava no Starbucks exatamente às 7h15, então ela chegou às 6h55, pegou o chocolate quente e um croissant de chocolate e sentou num canto da área de refeições de onde conseguia ver tudo enquanto fingia olhar o celular. Isso deu tempo pra pensar, o que nem sempre era bom; aquela era uma missão de merda e ela se sentia uma completa filha da puta por estar fazendo aquilo, então o humor não estava dos melhores.

Bruno entrou na cafeteria bem na hora. Pessoalmente, ele não chamava atenção nenhuma: altura média, um pouco curvado, um pouco tímido, parecia um homem tentando passar despercebido. Ela o observou por baixo das sobrancelhas enquanto ele se aproximava do balcão. O barista, um cara da idade de faculdade, o conhecia pelo nome e pelo pedido, mas trocou só o mínimo de conversa de bom-dia antes de Bruno ir pro lado esperar o nome ser chamado. Isso deu a ela a chance de observá-lo melhor. Estava vestido com cores discretas, marrons e cinzas, mas as roupas eram de boa qualidade, limpas e arrumadas. Tinha as costas coladas na parede e olhava fixo pro celular, provavelmente pra evitar olhar pro rosto de alguém, comportamento típico de vítima de bullying. Ela estava começando a achar que o problema não seria conquistá-lo depois de chamar a atenção, mas sim chamar a atenção dele em primeiro lugar.

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Autor

  • Cassandra Rios

    Cassandra Rios escreve em português brasileiro desde 2018. Mulher de São Paulo, ela mistura fantasia, e realismo para criar histórias onde cada personagem é adulto e consentente. Duas novas histórias publicadas todos os dias em ContosX.br.com.

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