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História BDSM: Minha transformação de noventa dias na ilha é vista pelo meu namorado

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Resumo:

Larissa Mendes, uma jovem de 1,70 m e 138 kg, decide enfrentar a pressão dos comentários que a chamam de “grossa”. Após assinar um contrato rigoroso com a Fundação Mendes, ela parte para uma ilha isolada onde passará noventa dias em regime de oitocentas calorias diárias, medições corporais diárias e contato físico constante da equipe médica. Seu namorado, Rafael, acompanhará a transformação por chamadas de vídeo, enquanto ela busca provar a si mesma que pode reduzir quase dez centímetros nas coxas e mudar a percepção sobre seu corpo.

O ar da noite entrava pelas janelas abertas da biblioteca, carregado de jasmim e sal do porto misturado ao cheiro de couro velho e uísque. Larissa Mendes estava encolhida na poltrona de leitura do pai, pés descalços enfiados por baixo do corpo, o celular brilhando na mão e a taça de vinho suando na outra. O couro frio encostava nas coxas. Ela usava um short rosa bem curto e uma regata branca justa, cabelo preso de qualquer jeito no alto da cabeça, rosto limpo de maquiagem.

Os comentários não paravam de subir: “As coxas da Larissa são muito grossas.” “Ela precisa emagrecer.” “Gordinha.” “Longe do padrão de Hollywood.” Ela apertou as palmas nas pálpebras. Grossa. Aquela palavra. Olhou para as próprias coxas: vinte e dois centímetros no ponto mais largo. Tinha medido de novo naquela manhã.

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O Contrato Assinado

O e-mail estava aberto no notebook. Assunto: Protocolo do Legado Mendes. Três dias olhando para ele. O dedo pairou. Um clique. Ela enviou. O escritório de advocacia cheirava a dinheiro antigo e cera de móveis. Tudo de mogno, luz da tarde riscando o tapete persa pelas persianas. Larissa tinha escolhido o vestido com cuidado: seda creme, que caía no meio da coxa em pé e subia quando sentada, salto nude, cabelo solto em ondas, boca com batom nude. Sem sutiã. O decote cruzado mal continha o peito e ela achava que ficava elegante. Agora, sentada na poltrona funda demais, o vestido tinha subido bastante. A seda se acumulava nos quadris. Ela puxou duas vezes, mas o tecido voltava a subir. As pernas cruzadas, um salto balançando no pé, ela sentia o quanto de coxa estava à mostra.

O sr. Silva, advogado da família há três gerações, setenta e poucos anos, terno cinza caro, cabelo prateado, olhos que deixavam de ser gentis quando desciam, estava atrás da mesa com o contrato encadernado. Olhou para as pernas dela assim que ela entrou, depois para o decote. Ficou profissional dez minutos. Depois começou a revisar o contrato e mudou o tom. “Senhorita Mendes”, ele tirou os óculos devagar, “antes de continuar, preciso que entenda a parte física desse protocolo. Você leu o contrato, mas acho que não percebeu direito o que está aceitando.” Os olhos dele desceram de novo para as coxas, demoraram, voltaram ao rosto. “Posso ser sincero?”

Larissa mexeu na cadeira; o vestido subiu mais um centímetro. Ela puxou de novo, rosto quente. “Claro.” “As medidas serão bem íntimas. Diárias. Você vai usar quase só fio-dental e tops pequenos. A equipe médica vai tocar seu corpo, especialmente as coxas. Medir circunferência, avaliar gordura, apalpar tônus muscular. Entende o que isso significa?” A garganta dela apertou. “Eu… sim. Entendo que vão… me tocar.” “Tocar nas nádegas. Na parte interna das coxas. Abrir as pernas para medir o espaço entre elas. Tudo filmado. Milhares de pessoas assistindo.” Ele recostou, olhos fixos nas pernas dela. “Você tem pernas impressionantes, senhorita Mendes. Entendo por que a Fundação se interessou. Mas está preparada para deixar que estranhos examinem e toquem nelas todos os dias, durante noventa dias?”

Larissa sentiu o rosto arder. Descruzou as pernas, cruzou de novo. A seda sussurrou. Ele observou o movimento. “Eu aguento.” “E o protocolo alimentar”, ele folheou páginas sem olhar para elas. “Oitocentas calorias por dia. Você tem… um metro e setenta, cento e trinta e oito quilos? Vai perder vinte quilos. O corpo vai mudar bastante, especialmente as coxas. Querem reduzir quase dez centímetros nessa região.” Ele se levantou, contornou a mesa e sentou na borda bem na frente dela. Muito perto. O perfume dele era caro e forte. Os joelhos quase encostavam nos dela. “Posso?” Fez um gesto vago. “Posso o quê?” A voz dela saiu mais baixa do que pretendia. “Mostrar o que vão fazer, para você entender. Só uma medição rápida. Para preparar.”

O coração de Larissa batia forte. Parecia errado, mas ele era o advogado da família. Conhecia ela desde criança. Estava tentando ajudar. “Tá bom. Só para entender o protocolo.” O sr. Silva pegou uma fita métrica da gaveta como se já soubesse que ia usar e ajoelhou na frente dela. “Descruze as pernas, por favor. Pés no chão.” Ela obedeceu. O vestido subiu de imediato, quase não cobrindo a parte de cima das coxas. Ela puxou por reflexo. “Deixa assim. É como vai ser nas medições. Sem cobrindo.” A voz dele continuava profissional, mas a respiração estava mais pesada. Ele passou a fita na coxa direita, no meio, dedos roçando a pele, frios, secos, demorando mais que o necessário. “Vinte e dois centímetros. Exatamente como está no arquivo. Vão medir aqui. E aqui.”

Moveu a fita mais para cima, dedos entrando por baixo da barra do vestido. “E aqui também. Vários pontos. Todo dia. Você vai sentir mãos nas pernas o tempo inteiro.” A respiração de Larissa acelerou. A pele formigava onde ele tinha tocado. “Eu entendo.” “E a parte interna da coxa.” Ele não pediu permissão. Apenas encostou os dedos ali, sem medir, só tocando, polegar subindo bastante. “Vão avaliar a gordura aqui. É bem íntimo. Está preparada para esse nível de contato?” Ela segurou o pulso dele, com firmeza, e afastou a mão. “Acho que já entendi. Obrigada pela demonstração.”

O sr. Silva se levantou devagar e voltou para a cadeira, expressão inalterada. “Só queria que estivesse preparada, senhorita Mendes. O contrato exige consentimento informado. Agora você está informada.” Empurrou o contrato pela mesa. “Continuamos ou prefere reconsiderar?” As mãos de Larissa tremiam quando pegou a caneta. Uma parte dela queria ir embora. Outra parte, a que era chamada de grossa havia meses, se recusava a desistir. “Vamos continuar.” Passaram mais duas horas no contrato. O sr. Silva explicava cada cláusula, olhos desviando de vez em quando para as pernas dela, para o jeito como ela brincava com o cabelo, para o subir e descer do peito sob a seda.

A Partida para a Ilha

Na última página, ele parou. “Última chance, senhorita Mendes. Pode sair agora.” A mão dela pairou sobre a linha de assinatura. A dúvida veio, fria. Três meses. Com fome. Exposta. Tocada por estranhos do jeito que o sr. Silva tinha tocado, só que pior. Todo dia. Depois pensou nos comentários. Grossa. Não boa o suficiente. Assinou. Dez páginas. Cada traço parecia um salto de penhasco. O sr. Silva testemunhou em silêncio, depois se levantou e acompanhou ela até a porta. Quando ela passou, ele falou baixo: “Você vai sofrer, senhorita Mendes. Mas também vai ficar magnífica. Vou assistir à transmissão. Todos vamos.” A porta se fechou. Ela ficou dez minutos no carro, olhando o próprio reflexo no retrovisor, puxando o vestido para baixo. “O que eu acabei de fazer?”

Sabia a resposta. Três semanas até a partida. Noventa dias para provar que estavam errados. Ou para quebrar completamente. Larissa estava na varanda do quarto, celular no ouvido, falando com Rafael. “Então vai mesmo acontecer?” “Saio daqui a três dias. A Mariana e a Sofia vão comigo para dar apoio.” “E você está bem com eu ver tudo? As chamadas de vídeo… durante os protocolos?” O rosto dela esquentou. “O contrato diz que você pode ligar toda noite. Vai ver… qualquer estado que eu estiver.” “De fio-dental. Sendo medida. Com os aparelhos colocados.” “Com os dispositivos de calibração”, ela corrigiu. “É ciência.”

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Ele riu. “Gata, eu te apoio. Mas não vou mentir: isso é meio gostoso.” “Rafael!” “O quê? Você vai ficar na câmera quase pelada, transformando o corpo, provando que todo mundo está errado. É gostoso pra caralho. A internet inteira vai ficar obcecada com você.” “Esse é o objetivo. Quero que fiquem obcecados. Quero que vejam eu conseguindo.” “Só me promete uma coisa.” “O quê?” “Se ficar pesado demais, se quiser desistir de verdade, você diz ‘vermelho’. Não precisa provar nada para ninguém.” Ela ficou quieta um instante. “Eu preciso provar para mim mesma, Rafael. Preciso saber que consigo.” “Tá bom. Então eu vou estar aqui todo dia. Assistindo. Torcendo. E quando você voltar em noventa dias exatamente do jeito que quer, a gente comemora.” “Fechado.” “Te amo, Larissa.” “Eu também te amo.”

Ela desligou. Olhou para o mar. Três dias até a ilha. Três dias até o mundo assistir à transformação. Três dias até provar para cada crítico que estava errado. Grossa? Não por muito tempo. Me assistam. O ônibus subiu a estrada de terra vermelha até o porto de Salvador, o vento quente batendo no rosto de Larissa enquanto o barco pequeno balançava nas ondas. O cheiro de mar e diesel misturava-se ao suor da viagem. Ela apertou a bolsa contra o peito, sentindo o short subir nas coxas grossas, a regata colada na pele úmida. O contrato já estava assinado, o corpo marcado para noventa dias de fome e mãos alheias. O coração batia forte, mas a decisão estava tomada. Nada de voltar atrás agora. O mar se abria à frente, levando-a para a ilha onde tudo mudaria.

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Autor

  • Cassandra Rios

    Cassandra Rios escreve em português brasileiro desde 2018. Mulher de São Paulo, ela mistura fantasia, e realismo para criar histórias onde cada personagem é adulto e consentente. Duas novas histórias publicadas todos os dias em ContosX.br.com.

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