Resumo:
Júlia e Rafael, meio-irmãos que se conheceram quando adultos, sentem uma atração crescente ao conviverem na casa dos pais em São Paulo. Após um incident<|eos|>
Júlia chegou à conclusão de que algo nela não estava certo. Quem em sã consciência ficaria olhando para o próprio meio-irmão daquele jeito, com o corpo todo quente só de imaginar as mãos dele? Não eram tão próximos, mas mesmo assim ela não devia pensar nele por aquele lado. Eram diferentes como noite e dia. Ela tinha cabelos cacheados ruivos, olhos verdes e uma mistura europeia indefinida. Ele era meio coreano, meio alemão, pele um pouco morena e cabelos lisos e pretos. Os pais se juntaram quando ela tinha vinte anos e ele vinte e cinco. Isso foi há três anos. Desde então, cada encontro na casa grande de São Paulo deixava Júlia mais inquieta, o coração batendo forte quando Rafael passava perto.
Ela abriu os olhos de repente e ficou olhando o teto do quarto, mortificada ao lembrar do que tinha acontecido na noite anterior. Estava muito bêbada e achava que a casa estava vazia, já que a mãe e o padrasto estavam na Itália. Rafael apareceu no corredor só de toalha e ela tentou jogar um vaso nele, pensando que era um ladrão. Apertou os olhos ao recordar o momento em que as mãos dele seguraram seus pulsos e a voz grave tentou acalmá-la. Ainda bem que ele impediu, porque aquele vaso era um dos preferidos da mãe. O cheiro dele, uma mistura de sabonete e algo mais quente, ainda grudava na memória dela.
Encontro na cozinha
Levantou-se devagar, foi até o banheiro, lavou o rosto e tomou um analgésico para a dor de cabeça. Queria preparar o café da manhã como forma de desculpa. A cozinha estava cheia de ingredientes, como sempre. Misturou massa de panqueca e colocou a chaleira no fogo. O cheiro de café fresco se espalhou pela casa enquanto Júlia remexia a massa, tentando não pensar no quanto o short dela já estava apertado entre as pernas só de imaginar o corpo dele suado.
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A porta da frente rangeu. Júlia ergueu o olhar e viu Rafael entrar, usando uma camisa preta justa e uma calça de moletom combinando. Ele estava ainda mais definido do que da última vez. Os músculos dos braços marcavam a roupa fina e Júlia engoliu em seco, sentindo o calor subir pelo pescoço.
Rafael parou ao vê-la e disse o nome dela baixo, quase rouco. Júlia revirou os olhos, tentando disfarçar o aperto na barriga. Bom dia, Rafael Silva, respondeu com voz doce, mas o coração batia descompassado. Ele sorriu de leve e disse bom te ver de novo. Júlia baixou a cabeça, tentando esconder o rosto corado atrás dos cachos ruivos, e murmurou também.
Como está a faculdade? perguntou ele. Dói, mas dá para aguentar, respondeu ela. Vai tomar banho primeiro, você está suado. O calor está insuportável. Ele concordou e passou por ela para pegar uma garrafa de água. O cheiro de desodorante e um leve traço de suor ficaram no ar. Júlia respirou fundo e só então percebeu que as panquecas estavam queimando.
A casa guardava calor, e no verão virava um forno. Sem ar-condicionado, o ventilador no chão era a única saída. Eles comeram na sala. Rafael vestia um shorts agora, e Júlia não conseguia parar de olhar para as coxas dele, grossas e definidas, imaginando como seria sentir aquela pele contra a dela. Ele percebeu o olhar dela demorando.
Você podia me passar sua rotina de treino, disse ela, tentando disfarçar. Queria ter coxas assim. Ele riu e respondeu se essas coxas conseguissem me arrumar uma namorada. Achei que você e a Jéssica estavam juntos, continuou Júlia. A gente terminou há um ano, disse ele dando de ombros. Poxa, ela era legal. Depois perguntou sobre a vida amorosa dela. Júlia engasgou com o café e deu de ombros. Ainda solteira.
Ele a olhou de cima a baixo, devagar. O olhar era inocente, mas bastou para um calor forte subir entre as pernas dela. Meu Deus, ela pensou, estou perdida. Tá tudo bem? perguntou ele. Tô. É que a faculdade não deixa tempo para nada, respondeu, tentando soar normal. Ele se aproximou um pouco. Quer conversar? Nem tanto. Júlia deixou o prato de lado. Posso encostar a cabeça no seu ombro?
Ele pareceu surpreso, mas abriu espaço. Ela se encaixou ao lado dele. O ombro era mesmo confortável. Ficaram em silêncio por alguns minutos. O ventilador zunia baixo. Júlia se mexeu devagar, chegando mais perto, até sentir o cheiro do pescoço dele. Virou o rosto e roçou o nariz ali. Rafael, ele disse baixo. Você cheira bem, sussurrou ela, puxando a gola da camisa dele. Ele não a afastou. Ela encostou os lábios na pele, chupou devagar, saboreando o gosto salgado do suor leve. Rafael soltou o ar entre os dentes e segurou seus cabelos, sem puxar. Apenas pressionou de leve, encorajando. Quando ela parou, ele a olhou fixo.
Toque proibido
A gente não devia, murmurou ela. Somos adultos, respondeu ele. Sabemos o que estamos fazendo. Júlia mordeu o lábio, arrependida e não arrependida ao mesmo tempo. Antes que pudesse falar de novo, ele se inclinou e a beijou. O beijo foi calmo no início, depois ficou mais intenso, línguas se encontrando enquanto as mãos dele apertavam a cintura dela. Ela precisou afastar o rosto para respirar. Ele encostou a testa na dela. Você sabe deixar uma garota à vontade, disse ela, rindo baixo.
Ele a beijou outra vez, deitando-a contra as almofadas. A mão dele deslizou pelas costas dela, fazendo-a arquear o corpo. Júlia sentiu o volume duro contra a barriga e apertou as coxas, sentindo a umidade crescer na calcinha. Ele prendeu os pulsos dela acima da cabeça e chupou a pele do seu pescoço, mordiscando de leve. Os nossos pais voltam amanhã, avisou ele, parando. Melhor não exagerar. Júlia assentiu, zonza, o corpo inteiro latejando de desejo.
Ele se levantou, arrumou os pratos e foi lavar tudo. Assim que ele saiu da sala, ela enfiou a mão dentro do short. Os dedos encontraram a pele quente e molhada da buceta, deslizando entre os lábios inchados. Ela gemeu baixinho ao sentir o quanto estava encharcada, os dedos circulando o clitóris inchado enquanto imaginava o pau dele duro ali dentro. Ela mal começou a se tocar quando a mão foi puxada para fora.
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Rafael estava de novo na frente dela. Você não vai gozar agora, disse ele, simples. Chupou os dedos dela devagar, lambendo o gosto doce da excitação dela, depois soltou e deu um tapinha leve no rosto antes de ir embora. Júlia ficou ali deitada, olhando o teto, o corpo latejando. Sabia que aquilo não podia ser o fim. De algum jeito, ela ia ter ele. Horas depois, quando a casa estava silenciosa, Rafael voltou e a puxou para o quarto dele. Júlia gemeu quando ele tirou suas roupas devagar, expondo os peitos e a buceta molhada. Ele chupou seus mamilos com fome, mordendo de leve enquanto os dedos dele entravam na xoxota quente, estocando devagar no começo e depois mais rápido. Júlia ofegava, pedindo mais forte, me come, porra. Rafael tirou o short, revelando o pau grosso e duro, e penetrou ela com um impulso só, metendo fundo enquanto ela gritava seu nome. O som de carne batendo ecoava pela sala, o cheiro de suor e sexo enchendo o ar. Ele estocava sem parar, apertando a bunda dela, até que Júlia gozou forte, o corpo estremecendo inteiro enquanto o gozo escorria pela coxa. Rafael gozou logo depois, enchendo ela de porra quente, gemendo rouco contra seu pescoço. Depois, abraçados, sabiam que aquilo mudaria tudo, mas no momento só importava o calor dos corpos juntos.
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